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Colunistas

27/1/2014 às 09h31

Henrique Alves repassa, sem licitação, verba pública a sócio do sogro

O presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), repassou R$ 116.420 de sua cota parlamentar a um sócio do sogro e do cunhado. A verba pública foi para a Assaf e Sousa Comunicação, que gravou seus dois pronunciamentos em cadeia nacional de TV em outubro e dezembro de 2013. A produtora pertence a Adriano de Sousa e foi contratada sem licitação. Sousa é sócio em outra empresa de Cassiano Arruda e Arturo Arruda –pai e irmão da mulher de Alves.

Ah, bom! A assessoria de Alves diz que ele usou sua cota individual, e não a verba da presidência da Câmara, para não ter que fazer licitação. Sua equipe afirma ainda que Sousa foi escolhido porque o deputado já o conhecia e confiava em seu trabalho.

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Confie em mim Do principal colunista do "Financial Times", Martin Wolf, sobre a passagem de Dilma Rousseff por Davos: "Ela não me convenceu de que o Brasil vai retomar o crescimento forte, mas me convenceu de que é uma pessoa competente".

Prevenção O futuro ministro da Saúde, Arthur Chioro, avisou a aliados que a empresa de consultoria que passou para o nome da mulher vai ficar inativa. Ele só não quer fechar a firma de vez porque pensa em reativá-la quando deixar o governo.

Ombro amigo O ex-deputado petista Luiz Eduardo Greenhalgh tem sido um dos principais conselheiros de João Paulo Cunha (PT-SP) nos dias que antecedem a prisão do ex-presidente da Câmara.

Non grata Parte dos petistas se afastou de Greenhalgh em 2007, quando ele prestou consultoria para o banco Opportunity, de Daniel Dantas.

Grudados Aécio Neves (PSDB-MG) e Paulinho da Força (SDD-SP) estarão juntos hoje em Santa Catarina. O Solidariedade vai anunciar apoio à candidatura do senador Paulo Bauer (PSDB-SC) ao governo do Estado.

Marcha lenta A Procuradoria Eleitoral em São Paulo ainda não ajuizou nenhuma ação por campanha antecipada contra os pré-candidatos a governador. No Rio, o Ministério Público já fez ao menos 22 denúncias contra três dos principais pré-candidatos.

Canja de galinha O procurador paulista André de Carvalho Ramos acha que os partidos estão "mais cautelosos" este ano. Resultado das punições aplicadas pela Justiça Eleitoral nas eleições de 2012, ele afirma.

Pensou bem O governador do Rio, Sérgio Cabral (PMDB), disse em agosto ao procurador-geral de Justiça, Marfan Vieira, que não viajaria mais de helicóptero oficial com a família. "A decisão envolve um risco que decidi assumir", escreveu.

Pensou melhor Dois meses depois de enviar o ofício, Cabral começou a usar o helicóptero novamente. No último dia 5, até a babá de seus filhos voltou a ser vista a bordo da aeronave do Estado.

Filme queimado O site "Arquivos da Ditadura", do jornalista Elio Gaspari, vai mostrar hoje como o SNI (Serviço Nacional de Informações) tentou interferir na escolha do presidente da Embrafilme, a estatal que financiava o cinema nacional.

Lista negra Os arapongas disseram ao presidente João Figueiredo que oito cineastas "comprometidos com as esquerdas" eram cotados para a vaga do hoje ministro Celso Amorim (Defesa), derrubado em 1982.

Os vetados A relação incluía Nelson Pereira dos Santos, Luiz Carlos Barreto, Cacá Diegues e Arnaldo Jabor. O general respondeu que o aviso não era necessário, e não nomeou ninguém da lista.

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TIROTEIO

"Dilma e sua comitiva fizeram turismo com dinheiro público. Estão na contramão da austeridade exigida em momentos difíceis."

Do senador Álvaro Dias (PSDB-PR), sobre a escala da presidente Dilma Rousseff em Lisboa, após participar do Fórum Econômico Mundial, na Suíça.

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CONTRAPONTO

Sacrifícios de campanha

O senador Aécio Neves (PSDB-MG) passou exatos 44 minutos posando para fotos na saída do aniversário do deputado Paulinho da Força (SDD-SP), no sábado, em São Paulo. A cada passo, um grupo de convidados se aproximava e pedia um retrato com o presidenciável tucano. Um sindicalista percebeu que o assédio das mulheres sobre o mineiro era grande e brincou:

— Deixa ele em paz! Acho que ele não gosta de mulher!

— Só um pouquinho... -respondeu Aécio, rindo.

Depois de uma pausa, o senador completou:

— Na verdade, só um pouquinho por dia.

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