• domingo, 30 de abril de 2017
  • 05:51 Icone do tempo--ºC / --ºC

Mercado

4/2/2014 às 11h11

Pressão por nova alta de juro inquieta governo

'

Já preocupa a equipe econômica a recente elevação nos juros projetados no mercado futuro, o que influencia na definição dos preços cobrados hoje nos empréstimos contratados pelos bancos.

Depois de alta nas taxas de Índia, Turquia e África do Sul -que, com Brasil e Indonésia, foram recentemente apelidados de os "cinco frágeis"-, cresceu a especulação de que o Banco Central brasileiro também aumente a dose de aperto monetário.

O comitê que define a trajetória dos juros no país (Copom) tem reunião prevista para o final deste mês. Até algumas semanas atrás, a expectativa do mercado era que o BC começaria a reduzir o ritmo de alta, passando para elevações de 0,25 ponto percentual após seis altas seguidas de 0,5 ponto. A taxa está atualmente em 10,5% ao ano.

As cúpulas do BC e do Ministério da Fazenda, que vêm acompanhando diariamente a evolução do mercado, detectaram que, aos poucos, cresce a pressão por um ajuste maior na Selic, referência para toda a economia.

Contratos no mercado futuro de juros com vencimento em janeiro de 2015, que projetavam taxa em torno de 10,5% ao ano na virada de 2014, pularam para 11% na segunda quinzena de janeiro e já se aproximam de 12%.

A estimativa do grupo de analistas que mais acertam projeções segundo o boletim Focus (uma consulta oficial do BC aos bancos e consultorias) também aponta taxa de juros maior no final deste ano: 11,75% ao ano, ante 11,5% ao ano há dez dias.

Na semana passada, chamaram a atenção dos técnicos do governo apostas de elevação da taxa em 0,75 ponto neste mês. Interlocutores oficiais saíram a campo para tentar desfazer o cenário antes que ganhasse força.

Em reuniões com analistas e investidores, técnicos da equipe econômica deixaram claro que acham a avaliação prematura. Ressaltaram que o BC brasileiro começou a subir os juros em abril do ano passado, antes dos principais emergentes. E argumentaram que os indicadores deste início de ano deverão mostrar melhora no comportamento da inflação e também nos gastos do governo.

A alta de 0,5 ponto em janeiro, acima do esperado pelo mercado, é justificada internamente no governo como forma de ganhar tempo para avaliar melhor o cenário.

  Editoria de arte/Folhapress  

'

Comentários



  • Regras para comentários

    Não serão aceitas as seguintes mensagens:

    Com conteúdo calunioso, difamatório, injurioso, racista, de incitação à violência ou a qualquer ilegalidade, ou que desrespeite a privacidade alheia;

    Com conteúdo que possa ser interpretado como de caráter preconceituoso ou discriminatório a pessoa ou grupo de pessoas;

    Com linguagem grosseira, obscena e/ou pornográfica;

    De cunho comercial e/ou pertencentes a correntes ou pirâmides de qualquer espécie;

    Anônimas ou assinadas com e-mail falso;

    O Portal Regional:

    Não se responsabiliza pelos comentários dos internautas;

    Se reserva o direito de, a qualquer tempo e a seu exclusivo critério, retirar qualquer mensagem que possa ser interpretada contrária a estas regras ou às normas legais em vigor;

    Não se responsabiliza por qualquer dano supostamente decorrente do uso deste serviço perante usuários ou quaisquer terceiros;

    Se reserva o direito de modificar as regras acima a qualquer momento, a seu exclusivo critério.

Leia também