• sábado, 24 de junho de 2017
  • 17:52 Icone do tempo--ºC / --ºC

Internacional

4/4/2017 às 12h40

Opaq manifesta "grave preocupação" com suposto ataque químico a cidade síria

A Organização para a Proibição das Armas Químicas (Opaq) manifestou, nesta terça-feira (4), "grave preocupação" com o suposto ataque químico contra a cidade de Khan Sheikhoun, em Idlib, no Norte do país, e garantiu que está reunindo e analisando informações sobre o ocorrido. As informações são da Agência EFE.

Em comunicado, a organização, cuja sede fica em Haia, na Holanda, declarou que "está gravemente preocupada" e destacou que uma missão de busca "está em processo de reunir e analisar informações de todas as fontes disponíveis". Essa equipe remeterá um relatório ao Conselho Executivo da Opaq e aos Estados-parte da Convenção sobre Armas Químicas, acrescentou a organização.

A Opaq condenou "firmemente" o uso de armas químicas "sob qualquer circunstância" e lembrou que essa convenção proíbe o uso, o desenvolvimento, a produção, o armazenamento e a transferência desse tipo de armamento. A convenção considera "arma química" qualquer produto químico utilizado em uma guerra.

A missão de busca de ocorrências da Opaq foi criada em 2014, em resposta às alegações constantes de ataques com armas químicas na Síria. O trabalho da missão consiste em estudar toda informação disponível relacionada com o suposto uso dessas armas na Síria.

Desde maio de 2014, a organização enviou essa missão ao país árabe e ao exterior em várias ocasiões e manteve os Estados-parte informados sobre seu trabalho. A equipe se encarrega de entrevistar testemunhas no terreno e recolher amostras e evidências físicas para analisá-las.

A Opaq e o Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) aprovaram em 2015 a operação contínua da missão, que confirmou as alegações de uso de armas químicas tóxicas na Síria.

Segundo o Observatório Sírio de Direitos Humanos (OSDH), que citou fontes médicas e ativistas, pelo menos 58 pessoas – entre elas 11 menores – morreram e dezenas ficaram feridas em um suposto bombardeio químico em Khan Sheikhoun. Esta cidade tem cerca de 75 mil habitantes, muitos deles deslocados procedentes da província vizinha de Hama, que está sob controle do Exército Livre Sírio.

Comentários



  • Regras para comentários

    Não serão aceitas as seguintes mensagens:

    Com conteúdo calunioso, difamatório, injurioso, racista, de incitação à violência ou a qualquer ilegalidade, ou que desrespeite a privacidade alheia;

    Com conteúdo que possa ser interpretado como de caráter preconceituoso ou discriminatório a pessoa ou grupo de pessoas;

    Com linguagem grosseira, obscena e/ou pornográfica;

    De cunho comercial e/ou pertencentes a correntes ou pirâmides de qualquer espécie;

    Anônimas ou assinadas com e-mail falso;

    O Portal Regional:

    Não se responsabiliza pelos comentários dos internautas;

    Se reserva o direito de, a qualquer tempo e a seu exclusivo critério, retirar qualquer mensagem que possa ser interpretada contrária a estas regras ou às normas legais em vigor;

    Não se responsabiliza por qualquer dano supostamente decorrente do uso deste serviço perante usuários ou quaisquer terceiros;

    Se reserva o direito de modificar as regras acima a qualquer momento, a seu exclusivo critério.

Leia também