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Economia

12/7/2017 às 02h38

Com aumento da oferta, preço da carne registra queda nos mercados

Apesar da leve queda nos preços ao consumidor a carne bovina poderia estar mais acessível à população caso não fosse a cobrança do ICMS do produto

Pecuária de corte: Crise na exportação aumenta a oferta no mercado interno, mas cobrança do ICMS interfere na expansão das vendas no varejo (Foto: Arquivo/JR) Pecuária de corte: Crise na exportação aumenta a oferta no mercado interno, mas cobrança do ICMS interfere na expansão das vendas no varejo (Foto: Arquivo/JR)

Com a crise na exportação da carne brasileira, a oferta do produto está aumentando no mercado interno e favorecendo o consumidor. De acordo com o responsável pelo açougue de um dos supermercados da cidade, a redução nos preços chega a 10%.

“A queda de preço vem ocorrendo há cerca de um mês e meio”, informa Sílvio Simões, açougueiro responsável de um dos supermercados de Dracena. Ele explica que o reflexo da queda nos preços para o consumidor, poderia ser maior.

“Com o recolhimento obrigatório do ICMS no Estado de São Paulo na comercialização da carne desde março a carne ficou em média 14% mais cara para o consumidor e o reflexo disso é a queda nas vendas”, informa Simões.

Ele acrescenta que mesmo com a queda recente de até 10% em média no preço devido o aumento da oferta, com a cobrança do ICMS a carne “in natura” hoje ainda está em média 4% mais cara comparado há quatro meses.

“Apesar do consumidor da carne vermelha não deixar de comprar está adquirindo menos nos dias da semana ou substituindo por outro tipo de carne mais em conta ou então trocando por outro produto”, constata Simões.

Ele aponta alguns exemplos de preços de carnes que caíram nas últimas semanas. O quilo do contra-filé, que custava R$ 28,99, hoje está R$ 26,99, a alcatra que custava R$ 26,99, reduziu para R$ 24,99; a costela passou de R$ 13,99 para R$ 12,50, o corte americano, caiu de R$ 14,99 para R$ 13,99 e o acém diminuiu de R$ 17,99 para R$ 16,99.

Já em outro supermercado da cidade, o responsável pelo açougue que pediu para não citar o nome, informou que o preço da carne está estável e até subindo um pouco, em média R$ 0,03 a cada 90 dias. Afirmou ainda que a procura pela carne no açougue é grande.

Para atrair o consumidor o responsável explica que a empresa faz promoções e o preço do quilo contra-filé, por exemplo, que em período normal custa entre R$ 23 a R$ 25, é encontrado a R$ 20,99; o quilo do coxão duro sem oferta custa R$ 19,98 e na oferta, cai para R$ 14,80.

Já nos preços normais, sem promoção, o quilo do coxão mole custa R$ 21,90 e alcatra, R$ 25,90. “A carne para bife é a que mais sai”, pontua. Outros tipos de carnes bem comercializadas, segundo o açougueiro, são a capa de contra-filé que custa R$ 16,49 e a costela, R$ 13,89.

No entanto, o responsável pelo açougue também informa que o preço da arroba da carne bovina vem diminuindo nos últimos meses. “A arroba que custava R$ 158 no começo do ano, hoje custa R$ 124 e continua instável”, explica.

MERCADO- De acordo com o Sindicato Rural da Alta Noroeste (Siran), de Araçatuba, o panorama de mercado é basicamente o mesmo por todo o país. Boa parte das indústrias frigoríficas mantém suas escalas de abate com duração média de cinco dias úteis e, diante do consumo doméstico reprimido, freiam as compras assim que atingem este objetivo.

Segundo o Siran, a arroba do boi está custando no mês de julho, R$ 124,950 (-0,83%) e para outubro, a previsão é de R$ 125,900 (-0,43%).

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