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Saúde

13/7/2017 às 05h16

Central de Transplantes de SP completa 20 anos com mais de 100 mil doações de órgãos e tecidos

107 mil transplantes foram viabilizados pelo serviço desde 1997; Sistema Estadual de Transplante tornou a distribuição de órgãos captados mais justa e transparente

A Central de Transplantes do governo do Estado de São Paulo, vinculada à Secretaria de Estado da Saúde, e o Sistema Estadual de Transplantes, completam, neste mês, 20 anos de existência com um saldo de 101,3 mil doadores paulistas e 107.000 transplantes realizados, dos quais 29 mil de órgãos e 78 mil de córneas (consideradas como tecidos). No período foram registrados 10,5 mil doadores de órgãos e 90,8 mil doadores de córneas.

O Estado de São Paulo responde, atualmente, por cerca de metade dos transplantes realizados no país. Dos 29 mil transplantes de órgãos feitos no Estado desde 1997, 3.558 beneficiaram pacientes que moravam em outros estados brasileiros, mas que foram inscritos na lista de São Paulo.

Nessas duas décadas, a Central de Transplantes detectou aumento de 916% no número de doadores-cadáveres no Estado de São Paulo, que passou de 83 em 1997 para 844 no ano passado, que bateu o recorde da série histórica. Consequentemente, o número de procedimentos cresceu 890%, com 2.110 transplantes realizados em 2016, contra 213 em 1997.

A implantação do sistema estadual, em julho de 1997, ajudou a tornar a regulação da distribuição de órgãos captados mais justa e transparente. Foram estabelecidos critérios de tempo de espera dos pacientes inscritos, compatibilidade e gravidade.

Antes disso, os órgãos eram distribuídos pelo Estado às equipes transplantadoras nos hospitais, e elas é quem definiam quais pacientes iriam recebê-los. Com a organização do sistema e da Central de Transplantes, a Secretaria, sempre cumprindo os critérios e protocolos clínico, determina para qual paciente o órgão ou tecido deve ser encaminhado.

O sistema informatizado da central, com base nos dados clínicos e exames dos doadores e na lista de espera, automaticamente gera uma relação dos receptores que estão nos primeiros lugares do cadastro e aptos a realizar o transplante. Com isso os médicos plantonistas entram em contato com as equipes médicas dos pacientes que aguardam pelo transplante para ofertar o órgão.

“Os 20 anos da Central de Transplantes coroam um trabalho bem sucedido que conseguiu aumentar expressivamente a doação de órgãos no Estado de São Paulo. Mas não podemos baixar a guarda. As doações ajudam a salvar vidas. Para aqueles que pretendem ser doadores é fundamental que deixem esse desejo claro às suas famílias em vida, pois somente os familiares podem autorizar ou não a retirada dos órgãos”, diz David Uip, secretário de Estado da Saúde de São Paulo.

Campanha virtual - Desde ontem (12), a Secretaria de Estado da Saúde promove uma campanha virtual para incentivar a doação de órgãos e sensibilizar pessoas de todas as faixas etárias para o impacto positivo dessa atitude. As hashtags são #DoeÓrgãos e #MultipliqueVidas. A iniciativa ocorre por ocasião da comemoração dos 20 anos da Central de Transplantes Estadual.

As páginas oficiais da pasta terão sua identidade visual alterada e todos os interessados em apoiar a causa poderão alterar suas fotos de perfil de duas maneiras: publicar um selo criado especificamente para isso, em formato de “coração”; ou utilizar um avatar que leva o selo e a hashtag #DoeÓrgãos, que será viabilizado com apoio do Twibbon, site que dá suporte para campanhas virtuais.

Pela primeira vez, o Facebook da Secretaria terá uma capa animada e personalizada com a mensagem “Nem todo fim é um ponto final”, com o personagem “Homem de Lata”, do clássico Mágico de Oz.

Além disso, um questionário para “testar” o conhecimento da população sobre doações e transplantes de órgãos será publicado pelo site Catraca Livre, colaborador da campanha.

No decorrer dos quinze dias de campanha, também serão publicados conteúdos diversos sobre o tema, incluindo um vídeo que abordará todas as etapas de um transplante, passando pela doação, captação, transporte e cirurgia final. Artes e gifs serão focados em mensagens de conscientização, além de abordar dados e curiosidades sobre doação e transplantes. Inclui, ainda entrevista ao vivo pelo Facebook na sexta-feira, 14 de julho, às 16h. A Live terá a participação da coordenadora da Central de Transplantes de SP, Marizete Medeiros, e José Medina, diretor do Hospital do Rim, da Unifesp.

 

ASSESSORIA DE IMPRENSA / Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo

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