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Meio Ambiente / Tempo

3/8/2017 às 11h11

Queimadas crescem 53% com julho seco

Entre maio e julho, foram registrados 172 atendimentos

Segundo o Corpo de Bombeiros, entre maio e julho foram registrados 172 atendimentos a ocorrências de incêndio em vegetação (Foto: Lázaro Jr./Folha da Região) Segundo o Corpo de Bombeiros, entre maio e julho foram registrados 172 atendimentos a ocorrências de incêndio em vegetação (Foto: Lázaro Jr./Folha da Região)

O longo período de estiagem na região fez com que aumentassem em 53% as queimadas atendidas na área de abrangência do Posto de Bombeiros de Araçatuba, que pertence ao 20º GB (Grupamento de Bombeiros), e é responsável por uma área de 15 municípios. Segundo o Corpo de Bombeiros, entre maio e julho, foram registrados 172 atendimentos a ocorrências de incêndio em vegetação natural nessa região, contra 112 (60 a mais) no mesmo período de 2016. Os números de julho não incluem as ocorrências atendidas entre sábado (29) e esta segunda-feira (31).

A última chuva registrada em Araçatuba, de acordo com a Defesa Civil do Estado, foi em 14 de junho, ainda assim, em níveis muito baixos, somando apenas 2,2 milímetros de precipitação. Desde então, não choveu na cidade. Ainda segundo levantamento da própria Defesa Civil, é a primeira vez desde 2008 que não é registrada chuva no mês de julho em Araçatuba. Os dados são coletados pelo órgão junto ao Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia), que não prevê chuva para a cidade pelo menos até o próximo dia 9.

Segundo o instituto, a média climatológica de chuva para a cidade ao longo de julho é de 22,6 milímetros, ou seja, é um período considerado seco. "Em 2016, por exemplo, foram registrados 6,6 milímetros", informa a Defesa Civil estadual. Por outro lado, nos dois anos anteriores houve grande volume de chuva na cidade no período, somando 78,6 milímetros em 2015 e 65,9 milímetros de precipitação em 2014.

BLOQUEIO

O órgão informa que no inverno, as chuvas são causadas principalmente pela passagem das frentes frias. Porém, em situação de bloqueio atmosférico, que é comum neste período do ano, elas desviam para o oceano e não atingem a região sudeste do País.

De acordo com o Corpo de Bombeiros, até maio deste ano as ocorrências de incêndio estavam abaixo das registradas no ano passado. Entretanto, em junho elas foram 293% maiores do que no mesmo período de 2016. Em julho, o aumento chega a 40,5% (dados coletados até o dia 28).

FUMAÇA

No último domingo (30), uma grande queimada em uma área ao lado da avenida Abrão Buchala, no bairro Panorama, mobilizou uma equipe dos bombeiros. As chamas queimaram grande área de vegetação, que também sofreu com incêndios em anos anteriores.

A maior preocupação da equipe que esteve no local foi evitar que as chamas atingissem o escritório de uma construtora imobiliária instalado na rua Dr. Francisco Vilela. Moradores em um prédio no terreno ao lado e quem passava pela rua sofreram com a fumaça que saía da área em chamas.

OPERAÇÃO

Segundo o Corpo de Bombeiros, o período de junho a agosto é considerado crítico. Por isso, nesse é realizada a operação Corta Fogo, que tem apoio das prefeituras, usinas de açúcar e álcool da região e brigadistas, com medidas de prevenção, controle, monitoramento e combate a incêndios.

A ação é coordenada pelos bombeiros e tem como objetivo planejar, integrar e executar ações de combate a incêndios em vegetação e florestas. "As equipes atuantes em atendimento de combate a incêndios variam de acordo com a dinâmica da ocorrência. No entanto, de prontidão, contam com no mínimo três integrantes em cada caminhão autobomba, dois no autotanque e dois no cavalo mecânico, além de contar com os caminhões-pipa dos apoiadores", informa o Corpo de Bombeiros.

A corporação explica que dependendo da proporção da ocorrência, todos os profissionais que atuam na área administrativa podem ser deslocados para atuação no combate ao incêndio.

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