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Mercado

31/10/2017 às 18h45

Índice de Confiança da Indústria de Transformação tem melhor nível desde 2014

Pesquisa constatou que Índice de Confiança da Indústria de Transformação cresceu 2,6 pontos em outubro, atingindo 95,4 pontos, o maior desde abril de 2014 (Foto: Amanda Oliveira/Gov.BA) Pesquisa constatou que Índice de Confiança da Indústria de Transformação cresceu 2,6 pontos em outubro, atingindo 95,4 pontos, o maior desde abril de 2014 (Foto: Amanda Oliveira/Gov.BA)

O Índice de Confiança da Indústria (ICI) de Transformação subiu 2,6 pontos em outubro, atingindo 95,4 pontos, o maior desde abril de 2014. Na sondagem de setembro, ele havia aumentado 0,6 ponto. A pesquisa é feita pelo Instituto Brasileiro de Economia (Ibre), da Fundação Getulio Vargas, e foi divulgada hoje (31) em São Paulo. Esse tipo de indústria transforma matéria-prima em um produto final ou intermediário para outro segmento industrial.

“A confiança está se aproximando de 100 pontos, abaixo de 90 pontos é a zona extremamente baixa, já saiu dessa zona há alguns meses e está se aproximando dos 100 pontos que é uma boa notícia”, disse a coordenadora da Sondagem da Indústria da FGV Ibre, Tabi Thuler Santos.

Para a economista, os dados já refletem a melhora da demanda. “E também da situação dos negócios e da melhora de rentabilidade. Os preços de exportação começaram a responder, aumentando em volume e preço”. Neste mês, foi registrada alta em 10 de 19 segmentos pesquisados.

Apesar da alta, a confiança continua baixa em termos históricos, porém, aumenta o percentual de segmentos que se aproximam da média histórica. Segundo a coordenadora da sondagem, o setor de celulose acusou índice de confiança muito alto. “É um segmento que exporta muito, e é pouco voltado ao mercado interno. A exportação melhorou muito no início do ano e houve melhora de crédito”, opinou Tabi Thuler.

Principal responsável pela melhora na confiança, o Índice da Situação Atual (ISA) aumentou 4,9 pontos, atingindo 95,5 pontos. Já o indicador de nível de demanda somou 93,1 pontos, o maior nível desde agosto de 2015.

“O indicador de demanda vinha melhorando muito lentamente por causa do aumento das exportações. Este mês deu um salto importante e foi uma melhora difusa, muitos segmentos relatando a melhora da demanda no mercado interno”, disse a economista.

Números indicam melhores negócios

A melhora na percepção sobre a situação atual dos negócios foi a principal influência para a alta do ISA e do Índice de Confiança da Indústria em outubro. O indicador alcançou 94,5 pontos, 7,1 pontos acima do resultado de setembro – a maior alta na margem desde dezembro de 2005, quando cresceu 7,3 pontos.

A parcela de empresas que consideram a situação dos negócios como boa subiu de 10,9% para 14,6%, enquanto a parcela das que a consideram fraca caiu de 29,3% para 21,5% do total.

Já o Índice de Expectativas (IE) subiu 0,3 ponto, indo para 95,2 pontos, com alta em sete dos 19 segmentos. “É uma redução da insatisfação, está aumentando o percentual dos que estão otimistas com o futuro, mas ainda está muito abaixo do que a gente observa historicamente”, disse Tabi.

Responsável pela evolução do IE em outubro, o indicador de produção prevista para os três meses seguintes subiu 2,7 pontos, indo para 96,8 pontos, o único dentro os componentes do IE a avançar no mês. Houve aumento da proporção das empresas prevendo alta da produção de 32,8% para 34,6%, e diminuição da proporção das que esperam redução da produção de 20,8% para 17,6% do total.

Segundo a pesquisa, os indicadores aproximam-se aos poucos de suas médias históricas, à exceção do nível de utilização da capacidade, que está em 74,3% (a média histórica é de 77,9%). “Este indicador continua muito baixo e com perspectivas incertas, uma vez que o cenário é de recuperação lenta e sujeita aos riscos do ambiente político”, finalizou Tabi.

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