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Agricultura

10/11/2017 às 03h28

“Não há como absorver a produção”, afirma dirigente da Associação dos Produtores Rurais de Dracena

Presidente da Associação explica que não possui recursos financeiros para adquirir a produção de frutas de fruticultores do município que forneciam à Fruteza

A empresa paralisou as atividades na última terça-feira, 7, e os fornecedores ficaram sem saber o que fazer com a produção de frutas (Foto: Lucas Mello/JR) A empresa paralisou as atividades na última terça-feira, 7, e os fornecedores ficaram sem saber o que fazer com a produção de frutas (Foto: Lucas Mello/JR)

A paralisação das atividades da Fruteza, indústria de processamento de frutas de Dracena, anunciada na última terça-feira, 7,  deixou os mais de 200 fornecedores da matéria-prima, a maioria pequenos produtores da cidade e região, sem perspectivas de comercialização da safra, principalmente da acerola.

A situação desses fruticultores se torna ainda mais difícil porque a Associação dos Produtores Rurais de Dracena (APRD), que também industrializa as frutas para extração e comercializaçãodas polpas, está impossibilitada de comprar a produção atual desses fornecedores que perderam seu ponto de entrega.

“A cooperativa não tem como absorver essa produção, não há dinheiro em caixa para isso, a nossa venda de polpas é fracionada, mais especificamente para as merendas escolares, não fazemos a distribuição para grande centros ou redes (de supermercados, por exempo)”, explica a presidente da APRD, Gislaine Oliveira Gomes.

Gomes ressalta que se houvesse condições a Associação poderia comprar e estocar as polpas das frutas para vendas mas não há giro financeiro para isso. Ela explica que uma saída seria adquirir a produção das frutas e pagar os fornecedores assim que fossem vendidas. “Mas os produtores também não podem esperar porque eles tiveram custos para colher e para eles isso é inviável”, esclarece.

Gomes analisa que a situação afeta mais os produtores de acerola porque tiveram gastos no plantio, desde a compra das mudas, insumos para o desenvolvimento das plantas, manejo ecolheita entre outras despesas. “A produção da acerola é alta, de três a quatro vezes por ano”, informa a presidente.

A manga (variedade coquinho), ao contrário, conforme explica Gomes, exige menos cuidados e gastos por serem árvores de grande porte, mais resistentes e adaptadas ao clima da região.

O maracujá é a única fruta que a APRD é capaz de adquirir desses produtores que forneciam àFruteza. “Mas o cultivo do maracujá na região é baixa”, reitera a presidente, ressaltando quepelo mais de 100 produtores de frutas de Dracena e pelo menos 90% da região (entre Pacaembu a Paulicéia), estão sendo prejudicados com a desativação da indústria.

A dificuldade para a APRD adquirir e comercializar as polpas de frutas desses produtores que forneciam à Fruteza aumenta, conforme a presidentepela parte logística de distribuição de  uma quantidade elevada do produto para  se deslocar a cidades distantes

“É necessário umcaminhão refrigerado que custa em torno de R$ 300 mil, fora as despesas de manutenção, é muito difícil um comprador vir aqui a Dracena buscar a compra”, observa.

ALTERNATIVA-A fruticultura foi implantada na região como uma alternativa econômica aos pequenos produtores que tinham a Fruteza como base de vendas. “Inclusive houve o incentivo da empresa para expansão da produção e a Associação produziu mudas (de acerola) para esses produtores que investiram na ampliação de seus plantios”, pondera a presidente da Associação.

Gislaine Gomes reitera que a APRD está procurando formas de auxiliar a comercialização desses produtores de frutas do município e orienta aos mesmos a terem paciência nesse momento.

“Mesmo que percam a safra atual, é preferível à erradicação das plantações, principalmente da acerola onde os pés permanecem e continuarão produzindo, é melhor esperarem um pouco”, avalia a presidente da APRD.

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