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Internacional

10/11/2017 às 12h33

Xi e Trump externam, no Vietnã, opiniões contrárias sobre globalização

Trump defendeu tratados bilaterais que estabeleçam uma relação Trump defendeu tratados bilaterais que estabeleçam uma relação "justa e recíproca" com países que respeitem regras (Foto: Anthony Wallace/EFE)

O presidente da China, Xi Jinping, defendeu hoje (10) a globalização no Fórum de Cooperação Econômica Ásia-Pacífico (Apec). Antes, o presidente Donald Trump, dos Estados Unidos, havia exaltado a bilateralidade.

"Nas últimas décadas, a globalização econômica contribuiu significativamente ao crescimento mundial. E mais, se transformou em uma mudança histórica irreversível", disse Xi na reunião de chefes de Estado e de governo do Apec, em Da Nang, no Vietnã.

O líder chinês defendeu uma globalização econômica mais aberta, inclusiva, equilibrada, justa e beneficente para todos. Também advogou uma maior integração comercial na região da Ásia e do Pacífico e reforçou sua aposta em um comércio global baseado no multilateralismo.

"Deveríamos apoiar uma visão multilateral do comércio que permita aos membros em desenvolvimento obter um maior benefício do comércio e do investimento", declarou.

Acordos multilaterais são descartados

Pouco antes e no mesmo palanque, Trump descartou acordos multilaterais como o que forma o Apec e o Tratado Transpacífico (TPP), do qual se retirou em janeiro. Ele defendeu tratados bilaterais que estabeleçam uma relação "justa e recíproca", com qualquer um que queira e cumpra as regras.

"Não entraremos em acordos grandes que nos mantenham de mãos atadas. Devemos assegurar que todo mundo cumpra as regras, o que agora nem todos fazem", opinou Trump.

"Foram perdidas muitas oportunidades para o benefício mútuo porque há gente na qual não se pode confiar, que não segue as regras. Não podemos nem vamos mais permitir isso", acrescentou.

Trump comentou que, no passado, os Estados Unidos abriram sua economia sem impor condições, mas que esta atitude não foi correspondida, e denunciou que a Organização Mundial do Comércio admitiu o ingresso de países que não cumpriram as normas da instituição.

O Apec, fundado em 1989, tem estipulado a meta de estabelecer uma zona de livre comércio entre as 21 economias dos estados-membros para o ano 2020.

Os membros deste bloco são Austrália, Brunei, Canadá, Chile, China, Coreia do Sul, Estados Unidos, Filipinas, Hong Kong, Indonésia, Japão, Malásia, México, Nova Zelândia, Papua Nova Guiné, Peru, Rússia, Cingapura, Taipé, Tailândia e Vietnã.

O Apec representa 59% do Produto Interno Bruto (PIB) mundial, 49% do comércio global e forma um mercado de 2,85 bilhões de consumidores.

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