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Nacional

14/11/2017 às 17h00

Cresce o desemprego dos trabalhadores negros

Nos últimos dois anos, a crise econômica fez com que as taxas de desemprego se elevassem em todos os grupos sociais e, no recorte raça/cor, esse movimento foi mais intenso para os negros, cuja taxa de desemprego passou de 14,9%, em 2015, para 19,4%, em 2016

O movimento foi mais intenso para os negros, cuja taxa de desemprego passou de 14,9%, em 2015, para 19,4%, em 2016 (Foto: Divulgação) O movimento foi mais intenso para os negros, cuja taxa de desemprego passou de 14,9%, em 2015, para 19,4%, em 2016 (Foto: Divulgação)

Em virtude do Dia Nacional da Consciência Negra, a Fundação Seade e o Dieese divulgam estudo sobre os negros no mercado de trabalho da Região Metropolitana de São Paulo – RMSP, com base nas informações da Pesquisa de Emprego e Desemprego.

 

De acordo com o estudo, entre 2015 e 2016, a taxa de desemprego total dos negros aumentou de 14,9% para 19,4%, enquanto a dos não negros avançou de 12,0% para 15,2%. Ou seja, a diferença entre negros e não negros, que era de 2,9 pontos percentuais em 2015, aumentou para 4,2 p.p. em 2016. Essa diferença já foi de 1,9 p.p., em 2014, início da crise. A taxa de desemprego das mulheres negras (16,3%, em 2015, e 20,9%, em 2016) continua sendo superior à dos homens negros (13,7% e 18,0%, respectivamente).

 

O total de ocupados na RMSP diminuiu 4,0%, em 2016. O fechamento de postos de trabalho afetou mais a população negra, cuja participação no contingente de ocupados decresceu de 40,0%, em 2015, para 38,3%, em 2016.

 

Entre 2015 e 2016, o rendimento médio real por hora da população negra ocupada diminuiu de R$ 9,59 para R$ 9,10 (-5,1%), enquanto o dos não negros passou de R$ 14,17 para R$ 13,41 (-5,3%). Assim, os negros receberam, em média, 67,8% do rendimento dos não negros, como resultado da maior inserção dos negros em segmentos em que tradicionalmente os rendimentos são mais baixos (construção, trabalho autônomo e doméstico) e menor incorporação em outros, que costumam pagar salários mais altos (indústria, alguns ramos dos serviços, setor público e o agregado que reúne empresários e profissionais universitários autônomos, entre outros).

 

Em 2016, o tempo médio de estudo dos ocupados com 25 anos e mais era de 10,2 anos, mas os negros registraram uma média menor (9,2 anos) do que a dos não negros (10,8 anos). Essa diferença já foi maior e vem se reduzindo graças ao aumento do nível de escolaridade experimentado por toda população, mas principalmente pelos negros, cujo tempo médio de estudo aumentou em três anos, entre 2000 e 2016 (os não negros tiveram aumento de 1,7 ano, nesse período). Ainda assim, do total de ocupados negros, apenas 10,6% completaram o ensino superior, enquanto os não negros eram mais que o dobro desse percentual: 25,6%. Os ocupados negros que não completaram o ensino médio ganhavam 92% do que recebiam os não negros com esse nível de ensino; percentual que diminui para 85% entre aqueles com ensino médio completo; e para 65% entre os que possuíam ensino superior.

 

 

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