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21/11/2017 às 16h38

Bonanza Agro confirma negociação para compra da Fruteza

Empresa de agronegócios protocolou no Fórum de Dracena, o pedido de autorização para assumir o controle da empresa e reativá-la de imediato

Wander Rodrigues Cavarzan e Antônio Marinho dos Santos: proposta junto ao Judiciário para assumir a Fruteza e reativar a linha de produção (Foto: Divulgação/Jornal Conexão) Wander Rodrigues Cavarzan e Antônio Marinho dos Santos: proposta junto ao Judiciário para assumir a Fruteza e reativar a linha de produção (Foto: Divulgação/Jornal Conexão)

Com o fechamento da Fruteza no último dia 7, a Empresa Bonanza Agronegócios, de Junqueirópolis, protocolou segunda-feira, 20, no Fórum de Dracena, o pedido de autorização judicial para assumir o controle daindústria de processamento de frutas em Dracena.

“Desde que a Fruteza foi fechada conversamos com os ex-proprietáriosque pediram a auto falência da empresa e tivemos uma boa receptividade à proposta”, informa Wander Rodrigues Cavarzan,  um dos proprietários do Grupo Marinho-Cavarzan (Bonanza Agro).

Segundo Cavarzan, a família dona da Fruteza aceitou o projeto apresentado pela Bonanza Agro, que, segundo a família, “é o mais interessante para a empresa, a cidade e região”.

Ele explica também que a família abriu mão da administração da empresa e autorizou a Bonanza negociar judicialmente a massa falida da Fruteza. “Inicialmente, ficou acordado um arrendamento com prioridade de compra da massa falida futuramente”, diz.

O empresário não informa o valor total da negociação, entretanto anunciou o valor da dívida da massa falida da Fruteza. “Oficialmente não posso divulgar, ainda, o valor da negociação. Porém, posso afirmar que a dívida declarada da massa falida gira em torno de R$ 5 milhões”, divulga Cavarzan.

Cavarzan salienta que aFruteza se encontraem situação de autofalência que gera uma massa falida e o Judiciário é quemfaz o levantamento das dívidas e decide o que poderá será feito.

O objetivoda empresa Bonanza Agro, conforme o sócio-proprietário éassumir de imediato o controle da indústria com a recontratação dos ex-funcionários (cerca de 32) dar início ao processamento da manga, transformando-a em polpapara aproveitar a  safra da fruta que começa em dezembro. “Caso contrário os produtores vão perder a colheita”, explica.

Ressalta o empresário que além dos mais de 30 empregos gerados diretamente pela Fruteza, há os indiretos que são produtores de frutas fornecedores da matéria-prima para fabricação das polpas e seus funcionários que no total passam de mil pessoas. “São mais de mil famílias de Dracena e região envolvidas que dependem do funcionamento da empresa”, esclarece.

“A Bonanza pretende comprar a Fruteza e dar início a uma nova etapa na empresa, o objetivo é fazer de imediato os ajustes necessáriosdesde a manutenção, recontratação dos ex-funcionários, reativar a indústria e produção”, pondera.

Cavarzan é sócio da AgroBonanza, junto com o agropecuarista Antônio Marinho dos Santos, o Nico, de Dracena. “ABonanza é um grupo de agronegócios que defende a economia da região, a  geração de empregos e renda, em 2017 exportamos 125 mil toneladas em grãos é o nosso empreendimento”, afirma.

A agroempresa está prestes a inauguraruma revendedora de tratores em Junqueirópolis. “Será a primeira da cidade e ao mesmo tempo torcemos para a reativação do transporte ferroviário de cargas que trará um avanço para o agronegócio da região”, acrescenta.

Cavarzan não informou o valor total da negociação, entretanto anunciou o valor da dívida da massa falida da Fruteza. “Oficialmente não posso divulgar, ainda, o valor da negociação. Porém, posso afirmar que a dívida declarada da massa falida gira em torno de R$ 5 milhões”, divulga Cavarzan.

Os comparadores explicaram a origem da dívida. “São correspondentes a empréstimos bancários, prestadores de serviços e fornecedores”, esclarece. O empresário afirma que a empresa ainda não tem dívidas trabalhistas.

“Como não mandou ainda ninguém embora, por apenas ter parado de funcionar, não existe, por enquanto, uma dívida trabalhista. Mas, os proprietários da empresa já calculam o valor da futura indenização dos funcionários”, explica.

“Quanto mais tempo à empresa ficar parada, mais ela se deteriorará”, ressalta Cavarzan, salientando que será empregado, inicialmente, o montante de aproximadamente R$ 2, 5 milhões para reestruturação.

 

Cavarzan conclui enfatizando que tanto produtores, funcionários e o comércio da região estão sendo prejudicados com a desativação da agroindústria. “A meta é reativarmos o setor, acreditamos na seriedade da Justiça de Dracena e estamos otimistas que tudo vai dar certo”, analisa.

Outras Imagens:

  •  (Foto: Divulgação/Jornal Conexão)

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