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Polícia

6/12/2017 às 15h58

Rogério 157 insinuou que "resolveria vida" de policiais que o prenderam

As forças de segurança do Rio prenderam na favela do Arará o traficante de drogas Rogério Avelino de Souza, o Rogério 157  (Foto: Tânia Rego/Agencia Brasil) As forças de segurança do Rio prenderam na favela do Arará o traficante de drogas Rogério Avelino de Souza, o Rogério 157 (Foto: Tânia Rego/Agencia Brasil)

O traficante Rogério Avelino da Silva, o Rogério 157, estava desarmado quando foi preso na manhã de hoje (6), na zona norte do Rio de Janeiro, e ofereceu "resolver a vida" dos policiais civis que efetuaram sua prisão. As informações foram contadas pelo delegado Gabriel Ferrando, da 12ª DP, que comandou a equipe que prendeu o criminoso.

"Ele não chegou a oferecer [suborno], mas, notem, a ousadia foi tanta, que ele chegou a insinuar que a nossa vida estaria resolvida", disse o delegado, que participou da operação integrada entre as forças estaduais e federais de segurança pública e defesa. Outras seis pessoas foram presas nas comunidades, e dois menores foram apreendidos.

Segundo Ferrando, uma conjugação de informações reunidas pela Inteligência da Polícia Civil permitiu identificar pontos em que havia "grandes chances" de encontrar Rogério 157 nas favelas do Mandela, Mangueira, Tuiuti e Arará, onde ele foi efetivamente localizado.

Reconhecimento

Os policiais encontraram o criminoso em uma casa na comunidade, e ele tentou se passar por outra pessoa. A Polícia Civil, no entanto, havia destacado policiais que trabalharam na Rocinha e conheciam a fisionomia de Rogério 157 que, segundo as investigações, havia coberto tatuagens e cicatrizes para dificultar o reconhecimento.

"[Rogério 157] não ofereceu resistência. Ele tentou se passar por outra pessoa, mas havia policiais capacitados que prontamente o reconheceram", disse o delegado. "Policiais que já o haviam investigado e com um conhecimento mais detalhado dos seus traços fisionômicos foram fundamentais para essa prisão".

O delegado destacou o trabalho de inteligência e a integração  com as forças federais permitiu prender o criminoso no interior de uma comunidade, sem que houvesse troca de tiros. "Se não é um cenário como o que foi montado no dia de hoje, dificilmente ele seria encontrado tão vulnerável".

O secretário de Segurança Pública do Rio de Janeiro, Roberto Sá, disse que vai pedir a transferência do criminoso para um presídio federal, com o objetivo de dificultar a comunicação dele com a quadrilha que comanda. O secretário disse considerar a prisão emblemática e parabenizou o trabalho das forças de segurança.

"Foi uma prisão emblemática muito embora eu não goste de enaltecer nem glamourizar criminoso", disse.

O secretário de segurança pública destacou ainda o esforço de manter mais de 500 policiais militares na Rocinha diariamente, para impedir a atuação das quadrilhas de Rogério 157 e Nem, que disputam o controle do crime organizado. Durante a manhã de hoje, tiros foram ouvidos na comunidade e, segundo o secretário, os disparos foram feitos por criminosos rivais que comemoravam a prisão de Rogério 157.

Segundo Sá, as forças de segurança continuarão monitorando a Rocinha, "em razão dos desdobramentos que a prisão do traficante pode ocasionar". "Temos diversos mandados de prisão que continuarão sendo cumpridos dia a dia".

O porta-voz do Comando Militar do Leste, coronel Roberto Itamar, disse acreditar que as operações integradas têm obtido resultados além de prisões e apreensões.

"Um exemplo é  a pressão que vem sendo feita pelas forças de segurança nas organizações criminosas, de maneira que tenham que se movimentar e, com isso, se mostrar melhor para os órgãos de inteligência", disse o coronel, que acrescentou: "Não há mais ponto na área metropolitana do Rio em que as forças de segurança e o Estado não possam chegar. As forças armadas vem propiciando essa possibilidade aos órgãos de segurança pública".

*texto atualizado às 13h43 para acréscimo de informações

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