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Comportamento

10/1/2018 às 09h10

Fiz uma cirurgia recentemente. Posso viajar ou terei complicações?

Nesse período do ano, é comum vermos as pessoas se organizando para viajar, no entanto, recém operados e que sofrem de insuficiência cardíaca não precisam abrir mão do tão aguardado descanso por causa da cirurgia, muito pelo contrário, só precisam seguir as orientações médicas e tomar alguns cuidados durante a viagem. 

 

O período pós-operatório não deve ser uma limitação para quem pretende viajar de avião, afirma Rogério Krakauer, cardiologista e presidente da regional ABCDM da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo (SOCESP). Para o cardiologista umas das opções é utilizar meias elásticas (em alguns casos recomenda-se o uso de anticoagulantes), movimentar-se a cada 2h, hidratar-se com frequência e não ingerir bebidas alcoólicas durante a viagem. 

  

O paciente recém-operado do coração é o que mais requer cuidados em caso de viagens, pois é uma das cirurgias que mais provoca processo inflamatório. “Quem tem insuficiência cardíaca grave ou descompensada deve evitar avião, pois a viagem reduz a tensão de oxigênio na cabine e pode fazer diferença em pacientes que estão em processo de recuperação nas viagens mais longas”, explica Krakauer. 

 

Caso o paciente tenha falta de ar, tontura ou palpitações em viagens aéreas é aconselhável comunicar imediatamente os comissários de bordo para que eles possam avaliar a situação e se necessário chamar um médico no voo. Recém operados devem ter sempre em mãos um relatório das doenças e medicações de uso habitual emitido pelo médico no qual conste o estado atual do paciente e as recomendações caso aconteça alguma intercorrência.

 

As medicações do paciente devem estar junto a ele na mala de mão sempre associadas a uma receita completa. Os mesmos fatores de risco comentados acima são mais frequentes e graves na população idosa. As arritmias podem ser consequência desses fatores de risco de viagens aéreas em pacientes descompensados ou pouco medicados. 

 

A probabilidade de uma pessoa sofrer um infarto ou ter AVC durante a viagem aérea é muito baixa, no entanto, pode acontecer. Dentre as causas que poderiam levar a isso podemos destacar o aumento ou queda da pressão arterial (ansiedade, comida salgada), trombose (imobilidade), desidratação, uso de álcool e mudança de fuso-horário em relação as medicações de uso habitual. (Fonte: Assessoria de Imprensa Ricardo Viveiros & Associados).

 

 

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