• sexta-feira, 21 de setembro de 2018
  • 14:35 Icone do tempo--ºC / --ºC

Justiça

1/3/2018 às 13h16

Julgamento de policial acusado por chacina em Osasco entra no terceiro dia

O júri popular que vai decidir se condena ou absolve o policial militar Victor Cristilder Silva dos Santos por participação nas 17 mortes ocorridas nas chacinas de Osasco e Barueri em 2015 entra hoje (1º) no seu terceiro dia. A partir das 11h, serão ouvidas mais três testemunhas de defesa do réu no Fórum de Osasco, na Grande São Paulo. Depois, o policial será interrogado pela juíza Élia Kinosita Bulman, pelo promotor público Marcelo de Oliveira e por seu advogado de defesa, João Carlos Campanini.

O júri teve início na última segunda-feira (26), com o sorteio dos sete jurados, composto por quatro homens e três mulheres. No mesmo dia, quatro testemunhas prestaram depoimento, três delas arroladas tanto pela acusação quanto pela defesa. Ontem foram ouvidas três testemunhas de acusação – entre elas, vítimas e parentes de vítimas da chacina –, além de nove testemunhas de defesa, incluindo policiais militares que trabalhavam com Cristilder e que disseram que ele estava na base quando as mortes ocorreram.

O júri ocorre no Fórum de Osasco. O policial é acusado de ter trocado mensagens no celular com um guarda municipal para avisar sobre o inicio do horário da chacina. Além disso, ele teria dirigido um dos carros utilizado no crime e efetuado disparos com armas de fogo contra as vítimas. Ele é acusado tanto por homicídio quanto por tentativa de homicídio.

A expectativa é de que o julgamento termine amanhã, com debates da defesa e da acusação. Cada parte terpa uma hora e meia para argumentação, seguida pela possibilidade de réplica e tréplica. Só então o júri popular se reunirá para decidir se condena ou não o policial militar.

Acusados já julgados

No primeiro julgamento do caso, os sete jurados decidiram condenar os policiais militares Fabrício Emmanuel Eleutério e Thiago Barbosa Henklain, além do guarda civil Sérgio Manhanhã. O policial Fabrício Emmanuel Eleutério foi condenado à pena de 255 anos, 7 meses e 10 dias de prisão. O também policial Thiago Barbosa Henklain recebeu sentença de 247 anos, 7 meses e 10 dias. Já o guarda civil Sérgio Manhanhã foi condenado a 100 anos e 10 meses. As penas somam mais de 600 anos.

Os dois policiais foram acusados de terem disparado contra as vítimas e respondiam por todas as mortes e tentativas de assassinato. Já o guarda civil, segundo a acusação, teria atuado para desviar viaturas dos locais onde os crimes ocorreriam e foi denunciado por 11 mortes. Eles responderam por homicídio qualificado, por motivo torpe, com emprego de recurso que dificulta as perdas das vítimas e praticado por grupo de extermínio, além de responderem pelo crime de formação de quadrilha.

As mortes, segundo a acusação feita pelo Ministério Público, teriam ocorrido como forma de vingança pela morte de um policial militar e de um guarda civil naquela mesma semana.

Comentários



  • Regras para comentários

    Não serão aceitas as seguintes mensagens:

    Com conteúdo calunioso, difamatório, injurioso, racista, de incitação à violência ou a qualquer ilegalidade, ou que desrespeite a privacidade alheia;

    Com conteúdo que possa ser interpretado como de caráter preconceituoso ou discriminatório a pessoa ou grupo de pessoas;

    Com linguagem grosseira, obscena e/ou pornográfica;

    De cunho comercial e/ou pertencentes a correntes ou pirâmides de qualquer espécie;

    Anônimas ou assinadas com e-mail falso;

    O Portal Regional:

    Não se responsabiliza pelos comentários dos internautas;

    Se reserva o direito de, a qualquer tempo e a seu exclusivo critério, retirar qualquer mensagem que possa ser interpretada contrária a estas regras ou às normas legais em vigor;

    Não se responsabiliza por qualquer dano supostamente decorrente do uso deste serviço perante usuários ou quaisquer terceiros;

    Se reserva o direito de modificar as regras acima a qualquer momento, a seu exclusivo critério.

Leia também