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Estradas

30/5/2018 às 19h54

Caminhoneiros relatam o dia a dia em pátio de posto na cidade e agradecem o apoio da população dracenense

Na manhã de hoje, o Portal Regional esteve no posto Nacional, onde os caminhoneiros estavam concentrados para ouvi-los; no final do dia, a informação era de que muitos já tinham deixado o local

Enquanto preparava o chimarrão, Sidmar relembrou que havia sofrido um assaltado há dois anos em São Paulo (Foto: Lucas Mello/JR) Enquanto preparava o chimarrão, Sidmar relembrou que havia sofrido um assaltado há dois anos em São Paulo (Foto: Lucas Mello/JR)

Entre um caminhão e outro de vários tamanhos e cores estacionados lado a lado em um pátio do posto de combustíveis em Dracena, os sotaques e costumes dos caminhoneiros que vêm de várias cidades e longas horas de viagens nas estradas do País a fora, muitas histórias e experiências de vida no volante, se uniram há mais de uma semana por uma única causa: a greve da categoria deflagrada em todo o País.

Diante de um cenário como este, a reportagem do Jornal Regional esteve no posto Nacional, na manhã de hoje, 30, e ouviu alguns relatos do dia a dia dos caminhoneiros parados em Dracena, antes de uma boa parte deles partirem “rumo estrada a fora”.

“Sou caminhoneiro com muito orgulho”, é o que disse com o sorriso no rosto, o profissional da área há mais de 30 anos, Sidmar Eduardo Castro Belíssimo. Com o cigarro na mão, ele caminhava entre as vielas do pátio do posto olhando outros caminhões estacionados e contando um pouco de sua história profissional até chegar no veículo dele.

 “Não vivo sem meu chimarrão”, é o que disse o caminhoneiro, pegando a cuia, bomba e o pó da erva em um compartimento do veículo para preparar a bebida quente tradicional do Rio Grande do Sul.

Mesmo diante de um momento de descontração, ele relembrou um fato que marcou a sua vida profissional. “Há dois anos, fiquei refém de uma quadrilha de bandidos no Rodoanel, em São Paulo. Eles deram tiros de fuzil contra o caminhão e levaram ele (caminhão), mas a polícia conseguiu recuperar depois”. 

Com 63 anos, Sidmar é caminhoneiro autônomo e trabalha há 14 anos com carteira assinada em uma empresa transportadora de Canoas-RS, cidade natal.

Sentado em um banco usando óculos escuros e tirando um cigarro do maço, ele contou que foi um dos primeiros caminhoneiros a chegar ao ponto de apoio de manifestação em Dracena.

“Desde que cheguei aqui fui bem recepcionado, assim como outros companheiros”, disse Sidmar, em relação ao apoio dos voluntários e a população dracenense com a doação de alimentos e preparação das refeições.

Assim como ele, boa parte dos caminhoneiros dormia dentro das cabines dos veículos.

Ajeitando a cama cuidadosamente dentro da cabine do caminhão “Cabeça de Cobra”, o gaúcho de Bento Gonçalves, Solano Andrade de 35 anos, relatou o dia a dia desde a sua chegada na sexta-feira passada em Dracena.

Longe da mulher e dos dois filhos, ele disse que mantinha contato com a família através do WhatsApp. “Eles ficam preocupados diante dessa situação”, relata os dias vividos longe de casa.

Ele e outros colegas de profissão de várias cidades fizeram refeições diárias sem custos, com o apoio de voluntariados na preparação dos pratos e ajuda da população dracenense com a doação de alimentos.

“Não vejo fazendo outra coisa”, disse Solano olhando para o seu caminhão e está há cinco anos trabalhando numa empresa transportadora de estofados no Rio Grande do Sul.

 

Outras Imagens:

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