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Saúde

6/6/2018 às 06h10

Saúde aguarda grupos prioritários para receber vacina contra a gripe: mais de mil crianças ainda não foram imunizadas em Dracena

Entre os prioritários para receber a vacina, as crianças na faixa etária - 6 meses a menores de 5 anos - são praticamente as que menos receberam a imunização, seguidas de idosos, gestantes e trabalhadores da saúde

A melhor maneira de prevenir o vírus da Influenza A – H1N1 é a vacina (Foto: Lucas Mello/JR) A melhor maneira de prevenir o vírus da Influenza A – H1N1 é a vacina (Foto: Lucas Mello/JR)

Aqueles que integram o público alvo da vacinação contra a gripe e ainda não foram receber a imunização têm a oportunidade de fazê-la até a próxima semana - sexta-feira, dia 15, no Centro de Saúde Dr. Takashi Enokibara (Postão), das 7h às 15h.

Dados da Secretaria Municipal de Saúde de Dracena informam que as metas da maioria dos municípios ainda não foram atingidas (90% da população de cada grupo).

Dracena vacinou até ontem, 4, 11.490 pessoas, de todos os grupos, a meta foi atingida apenas nas puérperas e professores.

A enfermeira da Vigilância Epidemiológica, Karina Akiyama, informou na manhã de ontem ao JR, que as crianças na faixa etária de 6 meses a menores de 5 anos, são as que menos receberam doses da vacina. Segundo ela, a meta é imunizar 2.086 crianças nas idades citadas, porém foram vacinadas 1.259 crianças, apenas 60%.

Os grupos de idosos, gestantes e trabalhadores da saúde ainda também não tiveram as metas alcançadas.

A Secretaria de Saúde informou que não registrou nenhum caso de H1N1 notificado em Dracena neste ano de 2018, porém no Brasil já ocorreram mortes neste ano devido à gripe. Em Presidente Prudente, uma mulher de 22 anos, morreu no final do mês passado, decorrente do vírus da gripe Influenza A – H1N1. O inverno começa oficialmente no próximo dia 21.

 

VACINA DA GRIPE SALVA VIDAS

Durante esta época do ano, algumas regiões já começam a esfriar e a as pessoas começam a ficar preocupadas com a gripe. E é exatamente neste período, antes do inverno, que o Ministério da Saúde realiza a Campanha Nacional de Vacinação contra Gripe, em parceria com estados e municípios, para proteger a população contra a doença.

A vacina contra gripe é segura e salva vidas. Estudos demonstram que a vacinação pode reduzir entre 32% a 45% o número de hospitalizações por pneumonias, de 39% a 75% a mortalidade global e em, aproximadamente, 50% nas doenças relacionadas à influenza.

Os idosos estão mais propícios a sofrer complicações pela doença e a vacinação ajuda a reduzir o número de hospitalizações.

A vacina da gripe não causa reação adversa grave. Em alguns casos, ela traz sintomas como dor no local da aplicação e uma leve irritação. Febre baixa também é uma possibilidade – mas nada muito além disso.

Não ache que a vacinação pode, em certas situações, provocar a gripe. “Não existe a mínima probabilidade de isso acontecer, porque o imunizante é produzido com o vírus inativado”, garante o infectologista Ícaro Boszczowski, do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, em São Paulo.

Vírus inativado? É mais ou menos assim: os subtipos do influenza são picotados e destituídos de qualquer capacidade de infecção. Eles estão “mortos” e fragmentados – mas o nosso corpo consegue usar essas partes para produzir anticorpos. No caso da vacina da febre amarela, por exemplo, o vírus só é atenuado, o que traz um risco mínimo de efeitos colaterais graves.

Contudo, às vezes a pessoa toma a injeção e, dias depois, apresenta sintomas da gripe. Por quê? Ora, a dose leva de dez a 15 dias para surtir efeito – e é possível que a pessoa tenha contraído o vírus no ambiente nesse meio tempo.

Além disso, a média de eficácia da vacina é de 70%. Isso significa que, em certos indivíduos, o organismo não irá produzir anticorpos ao ponto de proteger contra a gripe mesmo após receber a picada. Aí, é possível que esses sujeitos peguem a doença depois de irem ao posto de saúde – mas não foi a vacina em si que causou os sintomas, entendeu? (Com informações Ministério da Saúde e Saúde Abril)

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