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Turismo

8/6/2018 às 14h45

Turismo volta a gerar postos de trabalho depois de dois meses em queda

Impulsionado pelo segmento de transporte de passageiros, o setor de turismo fechou os primeiros quatro meses do ano com saldo positivo de 2.762 postos de trabalho. Os dados fazem parte do estudo Empregabilidade no Turismo, divulgado hoje (8) pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).

Elaborado a partir de dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho, o estudo indica que o segmento de transporte de passageiros foi o que mais influenciou o resultado, ao gerar 3.938 postos formais de trabalho no período.

Em contrapartida, a área de cultura e lazer segue no negativo, com perda de janeiro a abril de 1.069 vagas. Em abril, o setor de turismo fechou com geração de 2.477 empregos, interrompendo uma sequência negativa verificada nos meses de fevereiro e março, quando foram registrados menos 3.032 postos de trabalho no setor.

Emprego no setor

Os dados divulgados pela CNC indicam que o setor de turismo empregava em abril 2.926.568 pessoas, com predominância no segmento de hospedagem e alimentação, que respondia por 1,9 milhão de pessoas ocupadas; seguido pelos diversos meios de transporte de passageiros, com 805 mil postos.

Os dados divulgados pela CNC indicam que, juntos, os dois grupos de atividades respondiam por 92,7% da ocupação da mão de obra nos diversos segmentos turísticos.

Para o economista da CNC Antonio Everton, “a concentração do emprego reflete, principalmente, o interesse das pessoas pelo consumo de viagens, hospedagem e alimentação fora do domicílio”.

Greve dos caminhoneiros

Mesmo admitindo que a recuperação do nível do emprego no setor de turismo ainda se dá “de forma tímida”, a CNC avalia que o crescimento do emprego em abril reflete a recuperação de alguns segmentos importantes.

Para a entidade, no entanto, a greve dos caminhoneiros e a escassez de combustíveis, em 11 dias no mês de maio, podem modificar a tendência do setor no curto prazo. “As medidas de resolução da crise, tomadas pelo governo, afetarão o equilíbrio inicial da economia. Isso vai interferir nas decisões de gastos das famílias, deixando-as cautelosas com relação às despesas com turismo”, avalia Everton.

Emprego por regiões

Regionalmente, o estudo da CNC constata no primeiro quadrimestre do ano crescimento do emprego no Sudeste e Centro-Oeste, com destaque para São Paulo, com a geração de 9.244 postos e o Distrito Federal, com 1.469. Já a Região Sul teve redução líquida de 4.203 postos formais, apesar do crescimento verificado no Paraná, onde foram gerados 911 empregos.

A avaliação da CNC é de que o emprego no turismo do Rio de Janeiro é um caso à parte. “Em virtude da pouca capacidade do governo de realizar investimentos e da onda de violência, que acaba por afastar o turista, levaram ao fechamento de 2.893 empregos no estado”.

O estudo indica que nos últimos 12 meses, encerrados em abril, o estado do Rio de Janeiro perdeu 12.757 vagas formais.

Viagens domésticas

O saldo da conta turismo na balança de pagamentos de janeiro a abril desse ano registrou aumento do déficit, que passou de US$ 2,18 bilhões para US$ 2,49 bilhões. O estudo constata aumento das despesas dos brasileiros no exterior de US$ 2,97 bilhões para US$ 4,04 bilhões, enquanto as receitas dos gastos de turistas estrangeiros no Brasil, embora tenha variado positivamente, subiu menos, de US$ 1,60 bilhão para US$ 1,71 bilhão.

A avaliação da confederação, no entanto, é de que a recente elevação cambial desvalorizando o real em 10,95% de 25 de janeiro a 30 de abril, poderá resultar no redirecionamento de recursos das famílias com viagens internacionais para viagens domésticas, incrementando o volume de vendas das atividades turísticas no país.

 

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