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Economia

8/6/2018 às 15h11

Hidrelétrica Rosana completa 31 anos e se destaca por iniciativas ambientais

Além de gerar energia para o País, empreendimento vem colaborando na reconstrução da paisagem natural da região

 (Foto: Henrique Manreza) (Foto: Henrique Manreza)

Última das hidrelétricas dispostas ao longo do Rio Paranapanema, perto do encontro deste com o Rio Paraná, a usina Rosana entrou em operação no dia 10 de junho de 1987. Localizada entre os municípios de Rosana, na margem paulista, e Diamante do Norte, na margem paranaense do rio, o empreendimento completa 31 anos de contribuição ao sistema elétrico brasileiro. Sob a administração da CTG Brasil, por meio da Rio Paranapanema Energia, em 2017 a usina gerou energia que pode abastecer uma cidade de 820 mil habitantes.

 

Além de produzir energia, a hidrelétrica vem colaborando para melhorar a qualidade ambiental da região. É o caso da participação em um estudo que está sendo realizado pelo IPÊ- Instituto de Pesquisas Ecológicas, com o objetivo de avaliar de que forma os investimentos em restauração ambiental – no caso, na implantação do maior corredor reflorestado de Mata Atlântica do País, que fica na margem paulista do Rio Paranapanema – estão retornando para o negócio e para a biodiversidade.

 

Com 1.200 hectares restaurados, o corredor florestal foi plantado pelo IPÊ com o suporte da UHE Rosana e outros parceiros, para reconectar as principais Unidades de Conservação da Mata Atlântica no Pontal do Paranapanema: a Estação Ecológica do Mico-Leão-Preto e Parque Estadual do Morro do Diabo. Um dos resultados já verificados no estudo é o retorno de animais a essa área, anteriormente desmatada.

 

O diretor de Meio Ambiente da CTG Brasil, Aljan Machado, destaca espécies ameaçadas, como mico-leão-preto, onça pintada e jaguatirica. “Um dos problemas para a sobrevivência dessas espécies é a perda de habitat e o corredor é uma das formas de suprir a necessidade de deslocamento entre as unidades de conservação, tanto para alimentação e dessedentação, como para reprodução dos animais. A presença dessa fauna é um dos indicadores de sucesso”, explica.

 

"Desde o momento em que estabelecemos o corredor, passamos a monitorá-lo com relação ao desenvolvimento da floresta. Com a coleta de dados sobre os serviços ecossistêmicos e o capital natural desse corredor, estamos verificando também as espécies que já estão utilizando essas matas para transitarem de uma unidade de conservação para outra. Era um grande sonho ver esses animais circulando e usando essa área para transitarem e sobreviverem", conta Laury Cullen Jr, coordenador do projeto Corredores de Mata Atlântica, do IPÊ.

 

Machado ressalta que a hidrelétrica Rosana vem cumprindo um importante papel na promoção florestal também do lado paranaense. "Além do investimento em corredores florestais que ajudam a reconstruir a paisagem natural, destaco, na margem paranaense do Rio Paranapanema, a doação de uma área da usina em favor da UEM e do IAP”. 

 

O diretor se refere à doação de 214 hectares pela UHE Rosana, realizada há dois anos: 82 deles para a Universidade Estadual de Maringá (UEM), contemplando o Campus Regional do Noroeste e o Colégio Estadual Agrícola do Noroeste, e 132 hectares para a Estação Ecológica do Caiuá, por meio do Instituto Ambiental do Paraná (IAP), gestor dessa Unidade de Conservação que mantém o maior remanescente florestal contínuo do noroeste do Paraná.

Outras Imagens:

  •  (Foto: Henrique Manreza)
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