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Região / Presidente Venceslau

13/6/2018 às 17h35

Nilson Carreira teve morte encomendada, afirma delegado

Delegado Alberto Gonini Junior durante entrevista coletiva  (Foto: Wagner Bueno/PORTAL BUENO) Delegado Alberto Gonini Junior durante entrevista coletiva (Foto: Wagner Bueno/PORTAL BUENO)

O delegado de polícia civil de Presidente Venceslau, Alberto Gonini Junior, concedeu entrevista coletiva no início da tarde desta quarta-feira (13) e falou sobre as investigações do assassinato do advogado venceslauense Nilson Carreira, que foi alvejado em sua sala de advocacia na manhã de hoje. Um homem foi preso em flagrante e é o autor dos disparos contra o advogado. O comparsa do assassino fugiu e a polícia faz buscas.

De acordo com o delegado, a vítima teve a morte encomendada e o objetivo das investigações é saber quem é o mandante. “Levantamos as provas testemunhais e essa pessoa veio para executar o advogado. Não conversou com a vítima, não discutiu, chegou, amarrou e amordaçou o advogado e fez três disparos fatais”, relatou Gonini.

As investigações apontam que o assassino chegou em Presidente Venceslau por volta das 05 horas da manhã de hoje juntamente com um homem em um veículo Pálio de cor preta com placas de São Bernardo do Campo. Eles arquitetaram a ação e o veículo ficou estacionado próximo a antiga Ford Santa Clara com o motorista dentro.

O autor do crime esperou o advogado chegar ao local de trabalho, entrou no escritório com uma bolsa e retirou a arma, fitas de mordaça e abraçadeiras de plásticos. Com o material ele rendeu e deixou imobilizada a secretária do escritório e uma senhora que estava no local. “Em seguida ele entrou na sala, amarrou a vítima e amordaçou, colocou o advogado de joelho no chão e executou com três tiros”, relatou o delegado.

Na sequencia o homem fugiu do local, mas pessoas que ouviram os disparos acionaram rapidamente a polícia. O autor do crime correu em direção ao local onde o carro com o comparsa estava estacionado, mas foi interceptado por policiais militares e detido. Na tentativa de fuga ele jogou a bolsa com o revolver, dois mil reais em dinheiro, e outros materiais utilizados no crime. O comparsa fugiu com o veículo.

Em depoimento ao delegado o homem disse que foi contratado e que receberia 5 mil reais pela ação. “Ele disse que apenas daria um susto no advogado que, segundo o autor dos disparos, estaria devendo R$ 50 mil reais para o mandante, e ele receberia 10% do valor para fazer a ação. Mas nós não acreditamos nessa versão e estamos investigando o caso”, explicou o delegado Gonini.

O homem que fez os disparos foi identificado como Wagner Oliveira da Silva. Segundo a polícia ele tem 32 anos e é ex policial, exonerado da carreira militar. O rapaz é fichado na polícia com passagens por receptação e porte ilegal de armas de uso restrito.

O delegado Gonini explicou que foi feita a prisão do homem em flagrante e que novos depoimentos serão colhidos. “Estamos fazendo buscas em toda região para capturar o outro homem que participou da ação”, finalizou.

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