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Comportamento

13/6/2018 às 17h44

Cuidados com os pets durante os jogos da Copa do Mundo

Fogos de artifício, cornetas, vuvuzelas e mudanças na rotina da casa podem causar grande estresse nos pets; saiba como evitar

 (Foto: Divulgação) (Foto: Divulgação)

Um dos eventos mais esperados pelos brasileiros, a Copa do Mundo é sinônimo de união e comemoração. Muita gente aproveita a oportunidade para reunir em casa amigos e familiares e torcer pela seleção. Entretanto, se para nós esse é um momento de celebração, para os nossos pets pode ser muito estressante. Isso porque os estímulos sonoros comuns desses eventos, como fogos de artifício, cornetas, vuvuzelas, buzinas e gritos, podem assustá-los e desencadear respostas físicas de estresse.

 

Segundo Marcio Barboza, médico veterinário e gerente técnico Pet da MSD Saúde Animal, quando exposto a sons altos e diferentes do habitual, os pets tendem a correr para se esconderem do barulho movidos pelo medo. Um simples grito de gol pode representar uma ameaça ao animal, já que na maioria dos casos ele não está acostumado a esses tipos de reações. Em alguns animais, o medo é tão grande que pode causar tentativas de fuga, desorientação, agressividade e respiração ofegante. Em casos mais raros, o animal pode até mesmo sofrer com náuseas e convulsões.

 

“O cuidado durante os jogos deve ser redobrado porque, além dos fogos e outros ruídos, há uma mudança na rotina da casa, já que é comum a reunião de familiares e amigos para o evento. Isso por si só pode deixar o animal mais agitado e ansioso”, afirma Marcio, que complementa “é preciso redobrar a atenção com as portas e portões da casa ou apartamento. Mantenha-os fechados para evitar fugas. Quanto às janelas, assegure-se de que as telas estão firmes – principalmente para quem tem gatos. Há casos de animais que se jogam de grandes alturas diante do barulho de fogos”.

 

Os animais tendem a reagir a essas situações devido a sua grande sensibilidade auditiva. Os cães, por exemplo, chegam a ouvir até quatro vezes mais do que os humanos, enquanto os gatos, por sua vez, ouvem em média seis vezes mais – tanto que alguns se incomodam com sons habituais do nosso dia a dia, como TVs em volume alto. “Quando incluímos um pet no nosso dia a dia, devemos ter consciência que eles são mais sensíveis que nós a algumas situações – principalmente aquelas que envolvem mudanças na rotina”, ressalta o especialista.

 

Cuidados

 

Além de redobrar a atenção às portas e janelas para evitar possíveis fugas – que podem resultar em perda ou atropelamento do animal -, outros cuidados preventivos podem ser adotados a fim de diminuir o estranhamento do PET a essas situações:

 

  • ·         Mantenha o local de repouso do animal no lugar habitual, para que ele lá possa se abrigar caso se assuste com os barulhos;

 

  • ·         Se o seu pet tiver histórico de reações negativas a fogos de artifício, peça a compreensão da família e amigos quanto ao uso de cornetas e vuvuzelas. Esses sons associados podem aumentar o medo do animal;

 

  • ·         Não tente segurar o animal caso ele se assuste com algum barulho. Isso pode deixá-lo ainda mais ansioso e causar agressividade. Se ele preferir ir para debaixo de algum móvel, apenas o observe para ver se ele terá mais alguma reação aos barulhos;

 

  • ·         Tente acostumar o seu pet aos sons de fogos de artifício. Há alguns vídeos na internet que podem ser usados para isso. Coloque o som próximo do animal alguns minutos por dia, por algumas semanas, e veja se o estranhamento diminui com o passar dos dias;

 

  • ·         Há uma técnica chamada Tellington Touch, que consiste em amarrar uma faixa ao redor do pet a fim de estimular sua circulação sanguínea e reduzir sua irritabilidade. Veja com o seu veterinário a melhor maneira de utilizá-la para esse fim;

 

  • ·         Se o seu cachorro responder aos barulhos com latidos, não o repreenda. Isso pode gerar agressividade no animal;

 

  • ·         Caso o seu animal já tenha apresentado algum comportamento bem extremo em situações anteriores, consulte o seu veterinário para avaliar a necessidade do uso de um ansiolítico ou sedativo durante essas ocasiões.

 

 

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