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Legislativo

29/6/2018 às 06h55

Após sessão de oitivas, CEI que averigua o uso de dinheiro público pela Apmiad entra em recesso

Os trabalhos voltam normalmente após o recesso da Câmara Municipal de Dracena

Com a presença da imprensa e de moradores da cidade, a sessão de oitivas foi iniciada (Foto: Lucas Mello/JR) Com a presença da imprensa e de moradores da cidade, a sessão de oitivas foi iniciada (Foto: Lucas Mello/JR)

Ontem, a Comissão Especial de Inquérito (CEI) para averiguação do uso de dinheiro público pela Associação de Proteção da Maternidade, à Infância e a Adolescência de Dracena (Apmiad), mais conhecida como Creche da Nadir, nos anos de 2016 e 2017, realizou uma sessão de oitiva. Os membros que compõem a comissão foram designados pelo presidente da Câmara, Rodrigo Parra, respeitando a representatividade dos partidos. A presidente é a vereadora Maria Aparecida da Silva Gasques Mateus (PDT) e os demais membros são: Claudevi O. da S. Júnior (PV), Kielse Chiari Munis (PMN), Milton Polon (PPS), Rodrigo Castilho Soares (PSDB) e  Victor Silva Almeida Palhares (PP). Ailton Oscar Lorensetti (PSB) não faz mais parte da comissão.

Depois de muitas tentativas, a reportagem do JR conseguiu conversar com a presidente da CEI Maria Mateus por volta das 18h30. Ela informou que a comissão decidiu atender ao clamor da população para a presença no plenário, mas que o ofício solicitando a utilização do plenário foi indeferido pelo presidente da Câmara e que esta é uma prerrogativa dele. Maria Mateus também comentou que a saída do vereador Ailton Lorensetti foi devido ao desgaste e lembrou que ele é um homem idôneo, que a população respeita e que é vereador pela segunda vez.

De acordo com Maria Mateus, foram ouvidas duas testemunhas e a sessão foi muito produtiva uma vez que segundo ela, foram colhidas excelentes informações. “Estamos ouvindo ex-funcionários que vão citando outros nomes. Hoje, mesmo, quando saímos, havia pessoas nos aguardando, querendo ser chamado para depor. A CEI está tomando uma proporção que não imaginei”, afirmou.

Ela também revelou que na semana passada, recebeu uma ligação na sexta-feira, 22, às 16h25, do presidente da Apmiad solicitando uma reunião, que no entender dela seria naquele momento, ainda segundo Maria Mateus, o presidente estava nervoso e a ofendeu. Ela informou que a reunião teria que ser com a participação da comissão e da imprensa e de quem ela considerasse necessário. Ainda conforme Maria Mateus, o pedido de reunião foi endereçado ao presidente da Câmara Municipal e protocolado na Casa de Leis, de maneira que ela foi convocada para uma reunião na quarta-feira, 27, às 8h, participariam os integrantes da Comissão e o presidente da Câmara e o presidente da Apmiad. Maria Mateus não compareceu e contou que soube que a reunião foi remarcada e que acabou não acontecendo. “A Comissão está empenhada, queremos dar transparência. É o meu papel, fui eleita pelo povo para trabalhar e fiscalizar”, acrescentou.

A Comissão Especial de Inquérito teve início em abril e foi definido prazo 60 dias para as investigações, tempo que foi prorrogado por mais 180 dias. Após a sessão de oitivas de ontem, os trabalhos da Comissão irão ficar suspensos retornando depois do recesso da Câmara Municipal. A comissão irá enviar um relatório ao Ministério Público, quando o trabalho for encerrado.

TUMULTO – Antes de a sessão ser iniciada, a presidente da CEI, vereadora Maria Mateus foi a público ler a ata da reunião que autorizava a presença da imprensa na sessão de oitiva, mas segundo ela informou pelo fato de várias pessoas reivindicarem assistir a oitiva também, foi proposta novamente em votação para deliberar sobre a entrada da imprensa e da população. A Comissão de acordo com a decisão do parecer jurídico da Casa autorizou a presença da imprensa e dos munícipes presentes, ou seja, aberta ao público em plenário. Ainda de acordo com o pronunciamento a realização da sessão em plenário foi impossibilitada pelo presidente da Câmara que segundo a Comissão não liberou o espaço, assim ficou decidido que a realização da sessão de oitiva seria realizada na sala de reuniões Ulysses Guimarães, a maior do prédio, estabelecendo um limite de pessoas. A Polícia Militar compareceu ao local.

A reportagem entrou em contato com o presidente da Câmara Municipal, Rodrigo Parra. Ele informou que desde a abertura da CEI, ficou acordado que as sessões não seriam abertas e seriam realizadas na sala de reuniões com toda a estrutura necessária e os funcionários da Câmara à disposição. Ele também informou que de acordo com o parecer jurídico da Casa, a presença da imprensa e da população na sessão de oitiva fica a critério da comissão, já a utilização do plenário é prerrogativa do presidente de Câmara e que por uma questão de segurança, de não expor a imagem das testemunhas no plenário indeferiu o pedido para a referida utilização.

Outras Imagens:

  •  (Foto: Lucas Mello/JR)

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