• domingo, 23 de setembro de 2018
  • 09:35 Icone do tempo--ºC / --ºC

Comportamento

3/7/2018 às 16h50

Como você avalia seu domínio de língua portuguesa?

A grande maioria acredita ter um conhecimento satisfatório, porém mais de 40% são eliminados de processos seletivos por descuidos no idioma

Estamos expostos a nossa língua nativa desde pequenos e, em todos os níveis escolares, passamos por matérias voltadas a elevar esse conhecimento. Mesmo assim, nem todos obtêm o êxito necessário no aprendizado e acabam se prejudicando no mercado de trabalho. Levando em conta esse cenário, o Nube - Núcleo Brasileiro de Estágios fez uma pesquisa com o seguinte tema central: “Como você avalia seu domínio de português?”. O resultado apontou uma percepção um pouco fora da realidade atual.

O estudo ocorreu entre 4 e 15 de junho, com 27.945 respondentes de todo o país, com faixa etária de 15 a 26 anos. Como vencedora absoluta, a opção “tenho bons conhecimentos e isso me ajuda na carreira” obteve 77,60%, ou 21.685 votos. Entretanto, para os selecionadores, essa não é bem a verdade vivida no mundo corporativo, pois mais de 40% dos candidatos são eliminados logo na primeira etapa das dinâmicas por erros ortográficos. “Essa disparidade se deve, principalmente, a fatores como a autopercepção e autoestima dos jovens, os quais, por navegarem bem nas redes sociais, acreditam fazer bom uso da língua. Todavia, no momento de utilizar a norma culta, se perdem”, avalia Lizandra Bastos, analista de treinamento do Nube.

Na sequência, 20,34% (5.685) disseram: “as regras sempre me atrapalham e acabo cometendo pequenos deslizes” e 1,49% (417) admitiu: “assumo ser meu ponto fraco e não consigo achar forma de resolver isso”. Para quem percebe ser uma dificuldade, a dica é estudar e praticar, começando com os conteúdos mais simples e, após compreendê-los, evoluir para os mais difíceis. “Não existe fórmula mágica, mas incorporar a leitura de livros e revistas à rotina, por exemplo, já fará uma grande diferença”, incentiva a especialista.

Esse foi o caminho utilizado por Yuri Correa Pinho, hoje com 19 anos e consultor de oportunidades do Nube. “Quando tinha 14 anos, fui concorrer a uma vaga de aprendiz e precisei fazer uma redação de conhecimentos gerais. Ao final, o gestor me chamou e me deu como feedback a quantidade de falhas gramaticais”, conta. Sem saber como se aperfeiçoar, o jovem conversou com sua mãe e professora, as quais o incentivaram a começar a ler. “Iniciei com a saga do "Harry Potter" e me apaixonei. Assim, peguei gosto pela coisa. Tinha muitos problemas com acentuação e pontuação e vi o quanto melhorei”, enfatiza. Desde então, cinco anos se passaram e, hoje, o estudante de publicidade e propaganda enxerga o quanto sua escrita progrediu. “Para entrar na empresa, fiz um ditado de 30 palavras e me equivoquei em apenas duas. A margem era de até sete desacertos”, conta feliz por ter se desenvolvido.

Ainda de acordo com o levantamento, 0,57% (158) revelaram: “detesto português e isso tem me atrapalhado a conseguir boas vagas”. Segundo Lizandra, há uma saída para mudar esse pensamento. “É preciso identificar quais fatores estão provocando essa percepção e repulsa. Se realmente for uma defasagem, as soluções virão por meio de formas diferentes de estudar e muito trabalho pessoal, para reverter esse quadro”, enfatiza.

Se comunicar é uma necessidade humana e, nos espaços profissionais, parte da nossa credibilidade é construída também pela forma como abordamos os diversos temas cotidianos e nos fazemos entender. “Portanto, evite gírias e palavrões em sua rotina e lembre-se: quanto mais corretamente usar o idioma, mais fácil e natural isso se tornará”, aconselha a analista.

Fonte: Lizandra Bastos, analista de treinamento do Nube

Serviço: Jovens acreditam ter bom português, mas os recrutamentos mostram o oposto

Comentários



  • Regras para comentários

    Não serão aceitas as seguintes mensagens:

    Com conteúdo calunioso, difamatório, injurioso, racista, de incitação à violência ou a qualquer ilegalidade, ou que desrespeite a privacidade alheia;

    Com conteúdo que possa ser interpretado como de caráter preconceituoso ou discriminatório a pessoa ou grupo de pessoas;

    Com linguagem grosseira, obscena e/ou pornográfica;

    De cunho comercial e/ou pertencentes a correntes ou pirâmides de qualquer espécie;

    Anônimas ou assinadas com e-mail falso;

    O Portal Regional:

    Não se responsabiliza pelos comentários dos internautas;

    Se reserva o direito de, a qualquer tempo e a seu exclusivo critério, retirar qualquer mensagem que possa ser interpretada contrária a estas regras ou às normas legais em vigor;

    Não se responsabiliza por qualquer dano supostamente decorrente do uso deste serviço perante usuários ou quaisquer terceiros;

    Se reserva o direito de modificar as regras acima a qualquer momento, a seu exclusivo critério.

Leia também