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Saúde

12/7/2018 às 04h03

Cardiologista orienta sobre cuidados com a pressão arterial

Em períodos de temperaturas mais frias têm-se o aumento de até 30% nos casos de morte por infarto cardíaco

O médico Elissandro Freitas Silva que tem familiares em Dracena, estudou na EE 9 de Julho e Colégio Objetivo, local  (Foto: Divulgação) O médico Elissandro Freitas Silva que tem familiares em Dracena, estudou na EE 9 de Julho e Colégio Objetivo, local (Foto: Divulgação)

A chegada do inverno com o ar mais seco e frio afeta diretamente boa parcela da população. Entre os mais susceptíveis estão os pacientes que têm pressão alta, colesterol elevado (dislipidemia), diabetes, fumantes e idosos. Conhecida popularmente como pressão alta, a hipertensão arterial sistêmica (HAS) pode caracterizar-se como medidas persistentes de pressão arterial igual ou maior que 140 x90mmHg.

De acordo com o médico Elissandro Freitas Silva (CRM-SP: 135.883), especialista em cardiologia pela AMB/MEC - RQE nº 38591, pacientes com hipertensão arterial sistêmica (pressão alta) têm mais risco de apresentar acidente vascular encefálico (AVC), infarto agudo do miocárdio (IAM), insuficiência cardíaca, insuficiência renal crônica e doença vascular periférica.

Risco que tende a se agravar com as temperaturas mais baixas. Para o cardiologista, em períodos de temperaturas mais frias têm-se o aumento de até 30% nos casos de morte por infarto do miocárdio. “Entre a população mais susceptível estão os pacientes que têm hipertensão arterial sistêmica, dislipidemia (colesterol elevado), diabetes, tabagistas e idosos. A exposição às baixas temperaturas pode ocasionar aumento da pressão arterial sanguínea. No inverno também estamos propensos a ingerir alimentos mais calóricos e realizar menos atividade física, além de ocorrer aumento da poluição nesta época do ano devido o ar mais seco, o que pode contribuir com aumento das complicações cardiovasculares”, explica.

Silenciosa e muitas vezes assintomática, a pressão alta (hipertensão arterial sistêmica) é uma doença mais comum que se imagina.  “A prevalência da doença varia dependendo da população estudada, mas estima-se que aproximadamente 1/3 da população adulta brasileira tenha hipertensão arterial sistêmica. Além disso, por ser uma doença que na maioria das vezes não apresenta sintomas, muitas dessas pessoas não sabem que apresentam a doença e dos que conhecem o diagnóstico muitos não estão com a doença devidamente controlada”, avalia o médico formado pela Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto - SP (Famerp), que atua no Hospital de Base, na mesma cidade.

Ainda de acordo com o cardiologista, a pressão alta (hipertensão arterial sistêmica) é uma doença que pode ser ocasionada por vários fatores, simultaneamente. “Não é possível encontrar em cerca de 95% dos pacientes uma causa objetiva, este grupo é definido como tendo hipertensão arterial primária ou essencial. Os 5% restantes compõem o grupo de hipertensão arterial sistêmica secundária por estar relacionado a uma causa específica. Na avaliação da hipertensão arterial sistêmica o médico identifica grupos suspeitos que devem ser investigados para causa secundária”, esclarece.

Para o médico, entre os principais fatores relacionados à hipertensão arterial primária está a idade (o envelhecimento aumenta o risco de desenvolver HAS); etnia (a população negra apresenta maior chance de desenvolver HAS); alimentação: o consumo excessivo de sal e de bebidas alcoólicas favorece o aumento da pressão arterial sistêmica; peso (a obesidade aumenta a chance do paciente ser hipertenso) e sedentarismo (eleva a incidência de HAS em até 30%).

 

 

DICAS

•         Realize medidas regulares de pressão arterial (lembre: a hipertensão arterial é uma doença silenciosa na maioria dos casos).

•         Realize consultas regulares com seu médico e tome as medicações conforme prescritas.

•         Tenha uma alimentação saudável: o consumo de dieta pobre em sódio, gorduras saturadas e colesterol, e rica em frutas, verduras, alimentos integrais, leite desnatado e derivados, com maior quantidade de fibras, potássio, cálcio e magnésio contribui para redução de pressão arterial.

•         Diminua o consumo de bebidas alcoólicas

•         Não fume!

•         Controle o estresse.

•         Fuja do sedentarismo (converse com seu médico sobre qual atividade física você possa realizar).

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