A polêmica da indicação do embaixador dos Estados Unidos na Venezuela ganhou um novo elemento. O porta-voz do Departamento de Estado norte-americano, J. Philip Crowley, confirmou que Larry Palmer teve o nome ratificado pelo presidente dos Estados Unidos, Barack Obama. A iniciativa ocorre mesmo sob protestos do presidente da Venezuela, Hugo Chávez, que se queixou das críticas feitas por Palmer à política interna venezuelana e rejeitou sua nomeação.

“Queremos respaldar totalmente Larry Palmer. Ele é o candidato certo. Será um parceiro eficaz para melhorar as relações entre os Estados Unidos e a Venezuela”, disse o porta-voz. “Estamos preparados para sustentar essa situação por tempo indeterminado”, afirmou. As informações são da agência oficial de notícias da Argentina, a Telam, e também da Agência Venezuelana de Notícias (AVN).

No mês passado, o presidente da Venezuela rejeitou a indicação de Palmer justificando a decisão por causa de afirmações feitas pelo diplomata norte-americano no Congresso Nacional dos Estados Unidos. Palmer afirmou, segundo Chávez, que guerrilheiros das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) se escondem na Venezuela e que há infiltrados cubanos no serviço militar venezuelano.

No último dia 1º, em Brasília, Chávez e a secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, conversaram por cerca de 15 minutos. De acordo com o venezuelano, a conversa com Hillary foi “informal e divertida”. “Foi um momento agradável, falamos de duas ou três coisas nespecíficas”, disse o presidente da Venezuela.

Porém, no final de dezembro, os Estados Unidos revogaram o visto do embaixador venezuelano no país, Bernardo Álvarez. Diplomatas que acompanham o assunto afirmaram que foi uma reação à rejeição de Chávez ao nome de Palmer.