Na terça-feira (2) às 19h30min., troca de tiros entre policiais civis que faziam campana para evitar roubo em uma residência da rua Tapajós, na Vila Santa Amália, em Tupã, terminou em três mortes. Morreram os acusados do assalto Daniel da Silva Junior, de 21 anos, vulgo Japonês, residente no bairro Cohab II e Renato Pereira da Luz, de 22 anos, morador do bairro Cohab P.G. 

Também acabou sendo baleado e faleceu em virtude de ferimento, o policial civil Armando Laurindo dos Santos, de 43 anos, casado, residente na rua Guaianazes, em Tupã. 

Consta que em virtude de várias ocorrências de roubo em Tupã, cujas informações da investigação apontavam como autores Daniel e Renato. 

Durante as diligências, a polícia descobriu que os acusados iriam praticar outro roubo na terça-feira e que o alvo seria a casa de um empresário C.M.S., de 66 anos, morador na rua Tapajós, que já tina sido roubado recentemente. 

O empresário então saiu com a família da residência dele para que a polícia fizesse a campana a fim de prender os assaltantes. 

A campana foi iniciada às 17h30 com os policiais escondidos dentro da casa a espera dos indivíduos que praticariam o roubo. Por volta de 19h40 dois indivíduos pularam o muro de entrada da residência onde os policiais civis estavam escondidos. 

Segundo informações, os dois bandidos entraram armados e agachados foram em direção à porta de entrada, justamente onde os policiais de campana estavam. 

Houve troca de tiros entre os policiais e a dupla de assaltantes, saindo ferido o policial Armando que trabalhava como carcereiro e apesar de ser socorrido ao hospital entrou em óbito. 

A polícia então realizou diligências, a fim de localizar e prender os dois assaltantes que fugiram feridos na troca de tiros. 

Na fuga, eles deixaram para trás a blusa, o capuz e um revólver calibre 38. 

Durante as diligências foi preso Daniel da Silva Junior, o Japonês, em frente a uma casa e com uma moto. Daniel foi socorrido ao hospital e não resistiu aos ferimentos e morreu. 

Nas sequências das investigações foi preso Renato Pereira da Luz portando um revólver. Ele estava em um terreno onde existe uma viela nos cruzamentos das ruas Mandaguari e Nhanbiguaras e teria resistido a prisão e foi ferido na troca de tiros com a polícia, sendo encaminhado ao hospital onde faleceu. 

A arma de fogo usada por Daniel foi apreendida e constava como roubada em Marília. 

A moto de cor vermelha utilizada por Daniel e Renato também foi apreendida e tinha marcas de sangue.