Todos os dias, de segunda a sexta-feira, 60 crianças têm outro destino após terminarem as aulas regulares na escola. Ao invés de voltarem para casa, elas seguem direto para Associação Projeto Esperança de Dracena, onde almoçam e frequentam atividades diferenciadas até as 17h.

Neste período, a turma é supervisionada pelas professoras Sueli Coragem e Juliane Lopes, que ajudam as crianças nas tarefas escolares, orientam sobre alimentação e higiene, além de ensinar valores como o respeito, o amor e a moral cristã. No projeto, as meninas também aprendem artesanato e os meninos praticam judô, e ambos podem ter aulas de música.

Tudo é oferecido gratuitamente para crianças dos 6 aos 11 anos de idade, devidamente cadastradas pela Associação Projeto Esperança, que funciona na rua Tomé de Souza, 255. 

O projeto é uma iniciativa da Igreja Presbiteriana de Dracena e completou 16 anos no último dia 25 de agosto.

A igreja doou toda a estrutura para o projeto, que terá novas salas para biblioteca e laboratório de informática, em instalação. A Associação Projeto Esperança é presidida por Juraci Omodei Junior, recebe recursos da igreja e da Secretaria de Assistência e Desenvolvimento Social de Dracena, além da ajuda de outros parceiros.

Atualmente, o responsável pelo trabalho de assistência social do projeto é o capelão Anatote Lopes, pastor da igreja. Ele tem a missão de selecionar as crianças para o projeto e verificar a condição das famílias, fazendo visitas e encaminhando para algum benefício do projeto ou do município.

Anatote explicou que o projeto atende a comunidade, podendo participar crianças ligadas ou não à igreja. A procura é tanta que há lista de espera. “Só podemos atender outras crianças se houver condições financeiras, caso contrário, é necessário uma desistência ou que a criança complete o máximo de idade permitido pelo projeto”, disse o capelão.

A professora Sueli Coragem, há sete anos no projeto, disse que gosta muito de ver a mudança de comportamento das crianças. “Aqui elas têm regras e aprendem a respeitá-las, por exemplo, na hora do lanche, se querem mais suco ou pão levantam os dedinhos, também têm hora para escovar os dentes, fazer as tarefas, brincar. Tratamos as crianças com muito amor, o que elas aprendem na integração com os outros colegas, aos poucos, observamos as mudanças de comportamento e o crescimento das crianças”, contou.

Para comemorar o 16º aniversário do projeto, ontem (24) à noite, na Igreja Presbiteriana, seria apresentada a cantata das crianças.