Começou ontem (16) de manhã, na 1ª Vara Judicial da Comarca de Dracena, a audiência de instrução da Operação Cowboy, desenvolvida pela Polícia Civil, através da DIG/DISE, no começo do ano passado e resultou na prisão de um grupo de acusados no envolvimento do tráfico de drogas na cidade. Serão ouvidas nas audiências, 69 testemunhas, sendo 39 de acusação e 30 de defesa.
De acordo com o promotor Antonio Simini Junior, as investigações da polícia apontaram 34 réus, até o próximo dia 19 serão ouvidas as testemunhas de acusação e depois até o dia 27 também deste mês, as testemunhas de defesa.
Simini disse que ontem de manhã foi ouvida uma testemunha e outras duas acabaram sendo dispensadas; no período da tarde, a audiência prosseguiria para ouvir outras duas testemunhas.
O promotor afirmou que as investigações no caso aconteceram no dia 3 de agosto de 2010, quando a polícia realizou interceptações telefônicas. As prisões ocorreram no primeiro semestre do ano passado.
Antonio Simini disse ainda que durante os dias de audiência, os homens acusados no caso vão ficar na penitenciária de Dracena e as mulheres provavelmente em Tupi Paulista.
Por causa da audiência com grande número de testemunhas, as ruas localizadas nas redondezas do Fórum de Dracena estão com o trânsito interditado, por questões de segurança.
Além do promotor Antonio Simini, representando o Ministério Público, também trabalha o juiz de direito Rafael Cruz Linardi e os serventuários da Justiça.
OS FATOS – A Operação Cowboy teve as investigações comandadas há oito meses, pelos delegados Alexandre Luengo Lopes e Wagner Storti e cumpriu no dia 22 de março de 2011, de manhã, mandados de prisões contra 14 acusados de estarem envolvidos no tráfico de drogas em Dracena e na região. Foram localizados na Operação que envolveu policiais de toda área do Deinter-8 de Presidente Prudente, 11 homens, duas mulheres e uma adolescente de 17 anos, em pontos diferentes de Dracena, além de terem sido apreendidos duas motos e um carro, sob a suspeita de terem sido comprados com o dinheiro do tráfico.
Durante a Operação foram presos Edivaldo da Silva, vulgo Canela; Rogério Lopes Oliveira, o Rogerinho; Juliano Roberto Martinho, o Buda; Renato Santos Sena; Sandra Celestino Falavina; Daniele de Moraes Buzon; Fábio Pavan Lopes; Fábio da Silva, o Fabinho; André Tavares Vicente; Marcelo Garcia Catinaccio; André Luis de Oliveira; Fábio Santos Chítero e Daniel Costa da Silva.
Na época, três mulheres também envolvidas e investigadas não foram localizadas pela polícia.
Os delegados da DIG/DISE informaram na data que ocorreram as prisões que os acusados vinham sendo a alguns meses observados, ficando apurado que eles compravam e vendia crack, cocaína e maconha que eram distribuídos na cidade e região. Outros acusados de envolvimento neste caso também foram presos e alguns já estavam detidos, mas continuavam agindo de dentro do presídio.
O delegado Storti afirmou na entrevista coletiva à imprensa realizada na Delegacia Seccional, que o homem conhecido por Buda seria um dos ‘cabeças’ do grupo e, que apesar de não colocar as mãos, tinha pessoas agindo para ele no comércio ilegal de drogas. “O trabalho de investigação foi difícil e exigiu da polícia muita paciência e tempo, mas o resultado final foi positivo, se concretizando nas prisões dessas pessoas”, afirmou Storti no dia em que foi cumprido os mandados de prisões temporárias de 30 dias que posteriormente foram transformadas em preventiva.
Os dois delegados disseram ainda na época das prisões, que a investigação juntou provas contra os acusados presos, uma delas é um CD com imagens.
De acordo com a polícia, as investigações da Operação Cowboy foram iniciadas no final de 2010, quando um caso de sequestro que ocorreria em Dracena com a participação de um dos envolvidos foi frustrado.
Segundo um dos delegados, o grupo não desconfiou que vinha sendo monitorado e vendia todo o tipo de droga que trazia de Corumbá (MS) para abastecer o tráfico.
A Operação Cowboy foi comandada pelo delegado seccional João Paulino da Silva, que conseguiu reunir grande número de policiais civis, além de delegados de Dracena e da região, reforçados por policiais civis da seccional de Presidente Prudente e de Adamantina, num total de 70 homens.














