A Prefeitura, através da Secretaria de Saúde e Higiene Pública, iniciou neste sábado, 16, a Campanha de Vacinação Contra a Paralisia Infantil (Poliomielite), para crianças menores de 5 anos. A população dracenense menor de 5 anos é composta de 2.313 crianças. Neste sábado foram vacinadas 2.309 crianças, correspondendo a 99,82%.

A Campanha em Dracena prossegue nos postos CSI “Dr. Takashi Enokibara”, das 8 às 15 horas e no PAS “Albert Sabin” (São Manoel,) das 8 às 14 horas.  

Não há contra indicação. Mesmo que a criança esteja com febre, diarreia, gripe ou qualquer outro problema, deve-se tomar a vacina. Ao levar a criança menor de 5 anos ao local de vacinação é importante também levar a carteira de vacina.

CALENDÁRIO VACINAL – O secretário de Vigilância em Saúde, Jarbas Barbosa, explicou que a Campanha deste primeiro semestre é com a vacina oral, as chamadas gotinhas. Ele destacou que, em agosto, será realizada, em todo o País a campanha de multivacinação com a introdução da pentavalente (serão 5 vacinas associadas em uma única) e reforço das outras vacinas no calendário básico. A partir de agosto deste ano, as crianças que estão começando o esquema vacinal, ou seja, nunca foram imunizadas contra a paralisia infantil, irão tomar a primeira dose aos dois meses e a segunda aos quatro meses, com a vacina poliomielite inativada, de forma injetável. Já a terceira dose (aos seis meses), a quarta dose (aos 15 meses), os reforços e as Campanhas continuam com a vacina oral, ou seja, as duas gotinhas.

Esquema sequencial da vacinação para crianças que iniciam o calendário 2 meses – Vacina Inativada Poliomielite – VIP; 4 meses VIP; 6 meses – Vacina Oral Poliomielite (atenuada) – VOP; 15 meses VOP.

VACINA – A vacina contra a pólio é segura. No caso de crianças que sofrem de doenças graves, recomenda-se que os pais consultem profissionais nos postos e centros de saúde, para serem avaliadas se devem ou não tomar a vacina. Crianças com febre acima de 38ºC, ou com alguma infecção também devem ser avaliadas por um médico. 

PREVENÇÃO – Não existe tratamento para a pólio e, somente a prevenção por meio da vacina, garante a imunidade à doença. O Brasil está livre da poliomielite há mais de 20 anos. O último caso no País foi registrado em 1989, na Paraíba. Em 1994, o Brasil recebeu da Organização Mundial da Saúde (OMS) o certificado de eliminação da doença. E é apenas por meio da vacinação que se pode garantir que o vírus não volte a circular em território nacional. Apesar de não haver registro de casos de pólio há 23 anos no Brasil, é importante manter campanhas de vacinação anuais porque o poliovírus, causador da enfermidade, pode ser reintroduzido no País. Isso porque, o vírus ainda circula no mundo. Entre 2007 e 2012, 35 países registraram casos de poliomielite, sendo que três ainda são considerados endêmicos: Afeganistão, Nigéria e Paquistão. 

A DOENÇA – A poliomielite é uma doença infecto-contagiosa viral aguda que atinge, principalmente, crianças de até 5 anos. É transmitida pelo poliovírus, que entra pela boca. Ele é carregado pelas fezes e gotículas expelidas durante a fala, tosse ou espirro da pessoa contaminada. Falta de higiene e de saneamento na moradia, além da concentração de muitas crianças em um mesmo local, favorecem a transmissão. O período de incubação (tempo que demora entre o contágio e o desenvolvimento da doença) é, geralmente, de 7 a 12 dias, podendo variar de 2 a 30 dias. A transmissão também pode ocorrer durante o período de incubação. O poliovírus se desenvolve na garganta ou nos intestinos e, a partir daí, espalha-se pela corrente sanguínea, ataca o sistema nervoso e paralisa os músculos das pernas. Em outros casos, pode até matar, quando o vírus paralisa músculos respiratórios ou de deglutição. Com informações do Portal da Saúde.