Domingo (5) às 16h30, denúncia anônima feita ao 190 levou policiais militares a fazerem um belíssimo trabalho na chácara São José, no bairro Java Paulista, em ocorrência de maus tratos contra animais, onde localizaram um local usado como rinha (brigas) de galos. A guarnição do sargento Watanabe e do soldado Gustavo que fazia patrulhamento pela cidade, apreendeu 43 galos de briga e objetos usados na rinha. 

De acordo com o sargento Watanabe, com o apoio dos soldados Sergio, Gilmar, Jordana e Palmeira foi feito cerco e notada mais ou menos a presença de 50 pessoas, mas somente 17 foram identificadas já que as demais conseguiram fugir correndo para o mato. Também havia na propriedade 18 veículos oriundos de diversas cidades, entre elas, Presidente Venceslau, Laranjal Paulista, Irapuru e Presidente Prudente. 

Além de deter o grupo, os militares apreenderam 43 galos em gaiolas individuais, alguns machucados na cabeça e nas pernas; duas arenas para rinha confeccionadas em telas; pomada de uso veterinário; balança; vidro de antibiótico que servia para ser injetado nos ferimentos das aves; lixa para pé; rolo de linha de nylon; seringa; dez esporas de plástico; duas biqueiras de couro; duas tesouras com pontas curvas; cinco biqueiras de ferro; bloco de anotações; duas folhas de caderno com anotações de apostas; chapinha de metal e R$ 21 em moedas diversas. Um veículo Voyage, 85, branco, com placas de Junqueirópolis, cujo dono não identificado também foi apreendido. 

A Polícia Militar Ambiental foi acionada, compareceu no local e elaborou o auto de infração por crime ambiental, no valor de R$ 21.50, contra cada uma das pessoas encontradas na chácara e devidamente qualificadas no Boletim de Ocorrência da Polícia Civil. O total de todas as multas chega a R$ 382.500 e os envolvidas foram ouvidos, liberados e assinaram o auto de infração. 

De acordo com a polícia, os galos foram encaminhados à Pousada Bom Samaritano. MULTAS – Ontem (6) à tarde, a Polícia Militar, através do tenente Thiago Souto, da Polícia Ambiental, afirmou que a perícia e o laudo veterinário confirmaram os maus tratos contra os galos. Ele disse que a penalidade contra os envolvidos foi a confecção dos autos de infração (multas), além do crime de maus tratos que vão responder. 

O sargento Watanabe disse que a polícia identificou o dono da chácara como sendo o instrutor Ednaldo Caetano de Souza, morador de Dracena, que teria assumido a infração e o local como rinha. Além dele, constam como partes envolvidas no local: Jair José da Silva; fiscal (Junqueirópolis); Adriano Machado, mecânico (Junqueirópolis); o adolescente A.J.C.G., de Presidente Bernardes; Alex Fernando Frias, açougueiro (Pacaembu); Willian Jaflone Parpinelli (Dracena); Eliezer Jesus Costa, pedreiro (distrito Oásis); Reginaldo Batista Alves, ajudante geral (Presidente Bernardes); Cícero da Silva Dias, lavrador, (Junqueirópolis); Edvaldo Caetano de Souza, motorista (Dracena); Silvio Henrique Ferreira, funcionário publico municipal (Presidente Venceslau); Tiago dos Santos Moraes, operador de máquinas (Laranjal Paulista); Silvio Pereira Gomes, administrador (Presidente Bernardes); Antonio Wilson Pavin, soldador (Dracena); Jurandir dos Santos Oliveira, autônomo (Irapuru); Carlos Emanoel de Oliveira, adestrador de animais (Tupi Paulista)  e Nilton Santos Pinto, funcionário municipal (Junqueirópolis). 

POUSADA BOM SAMARITANO – Ontem à tarde, Antonio Botasso, presidente da Pousada disse que os galos, alguns feridos, estavam presos em um compartimento. Segundo ele, a dificuldade é manter os animais juntos, porque foram treinados para brigar e, com isso, um tenta atingir o outro. Botasso disse que para evitar briga entre os galos, alguns estão com os pés amarrados, mas o ideal é mantê-los em local individual. “Estamos colaborando com a Polícia Ambiental, mas está difícil, eles querem brigar entre si. Não podemos fazer doação, vamos aguardar uma posição da Ambiental”, afirmou o responsável pela Pousada. 

No Plantão Central da Polícia Civil onde a ocorrência foi apresentada pela Polícia Ambiental através da guarnição composta pelo cabo Aurélio e o soldado Antonio Carlos, o delegado Wagner Storti e a escrivã Tânia Pavarim registrou o boletim como praticar ato de abuso a animais (artigo 32) da Lei de Contravenções Penais e o caso será apurado através de inquérito policial.