As temperaturas alcançaram o maior índice do ano ontem (30), quando os termômetros registraram 41,3º C, detalhe, na sombra, por volta das 14 horas.
De acordo com o diretor técnico da Cati – regional de Dracena, Luis Alberto Pelozo, essa é a maior temperatura registrada este ano, quando até então havia sido registrado 38,2º C no dia 8 de fevereiro em pleno verão passado.
Termômetros começaram está semana registrando índices altos. Ontem às 10 horas, quem passou pela área central da cidade se surpreendeu ao se deparar com o termômetro na Praça Arthur Pagnozzi que marcava 32º C.
“Essa temperatura alta deverá continuar até fevereiro e a população deve estar preparada para enfrentar o calor de 40º C que atinge várias cidades do interior de São Paulo”, afirma Pelozo.
Sem registrar chuvas significativas este mês – choveu apenas 14 milímetros – outubro fecha o mês com temperaturas elevadíssimas e umidade baixa, em torno dos 38%.
Pelozo pontua que a produção já começa a ser afetada. “As hortaliças são as mais sensíveis e prejudicadas com a temperatura alta. As pastagens começam a secar e a cana-de-açúcar não consegue desenvolver, apenas a seringueira e o urucum resistem a essa alta temperatura”.
Este ano as chuvas que estão mal distribuídas acabam causando alguns problemas na lavoura e na saúde.
Em julho foram apenas 11 milímetros de chuva; em agosto não houve registros e entre 20 a 26 de setembro foram 199 milímetros, segundo dados da Cati.
O diretor técnico ainda acrescenta que as chuvas que atingiram há alguns dias algumas cidades da região, são esporádicas já esperadas para está época.
REGIÃO – Em Junqueirópolis, a temperatura não é diferente. O termômetro instalado na Praça Álvaro Junqueira marcou ontem, 42º C e na segunda-feira (29), 40º C.
O clima deverá melhorar amanhã (1º). O site Climatempo indica que poderá chover a qualquer momento.
SORVETES – Para tentar se refrescar um pouco mais, populares recorrem a refrigerantes, água de coco e principalmente os sorvetes.
Na Sorveteria Cristal, no centro da cidade, nos últimos oito dias, o aumento do consumo de sorvetes já ultrapassa 50%.
Segundo o proprietário, Antônio Teixeira foi necessário a contratação de mais duas funcionárias para atender a clientela. “Estamos trabalhando o dobro”.
Antonio enfatiza que as vendas crescem a partir das 14 horas. “Não há uma preferência, massa, picolé, taça ou no pote para levar para casa, tanto faz, a população quer amenizar um pouco mais a sensação de calor”.














