Em alusão ao Dia Internacional das Pessoas com Deficiência comemorado ontem (3), a jovem dracenense Janise Rocha Nunes conta como vem superando os obstáculos que encontra em seu caminho e como superou as diferenças.
Em 1989 quando Maria Nilva estava grávida de três meses de Janise, ela contraiu rubéola, doença que acabou afetando o bebê e fez com que a menina nascesse surda dos dois ouvidos. Aos sete meses de vida ao fazer o primeiro exame de audiometria foi comprovada a deficiência nos dois ouvidos.
Maria Nilva pontua que assim que soube do problema procuraram tratamento em Bauru. Após um ano de idade, Janise passou a usar aparelho auditivo. Aos quatro anos foi estudar em escola particular, mas não conseguiu se adaptar e passou para a escola especial, onde aprendeu a ler e escrever.
Com a acessibilidade, aos nove anos, Janise passou a frequentar o ensino normal do 1° ao 8° ano de manhã e a tarde estudava na escola especial para acompanhamento escolar. E concluiu o ensino médio na EE 9 de Julho.
“Não gostava de usar o aparelho porque ouvia pouco, com a surdez profunda o resultado do aparelho não era muito bom. Então aprendi a falar lendo os lábios e através do sistema em libras comecei a me comunicar com outras pessoas”, afirma à jovem.
Aos 18 anos conseguiu fazer uma cirurgia de implante coclear em São Paulo, o que possibilitou ouvir sons como barulho de carro buzinando, campanhinha, latido de cão. “Não consigo entender tudo o que escuto, mas minha vida mudou muito depois da cirurgia, porque passei a ouvir sons, entretanto, às vezes não entendo o que está sendo falado, mas sei o que está acontecendo em minha volta”, diz.
Aos 19 anos, Janise conseguiu novas conquistas, tirou habilitação de carro e moto e passou em concurso realizado pela Prefeitura local. Conseguiu terminar a faculdade de Pedagogia, através da ajuda da mãe que a orientava através da linguagem de sinais e se propôs a estudar junto a filha. Atualmente ela faz pós-graduação e namora há alguns anos com um rapaz ouvinte.
Ela completa afirmando que “ninguém deve olhar um deficiente com indiferença, porque ele pode conquistar objetivos assim como qualquer um que se julgue ‘normal’. Meus pais sempre lutaram para que eu trabalhasse e conquistasse meu lugar na sociedade”.















