Uma simples picada de abelha pode causar graves consequências para quem sofre de alergias, mas dependendo da quantidade de picadas do inseto, não precisa ser alérgico para que ocorra algo pior.

Recentemente, um produtor rural de 87 anos, Antonio de Sá, morador de Dracena, foi vítima de um ataque de um enxame, ao remover com um trator, um tronco no pasto da propriedade onde trabalhava no bairro Oásis.

A colmeia estava localizada sob o tronco de madeira e as abelhas deram início ao ataque, assim que ele começou a removê-lo. O senhor Antônio de Sá, foi encaminhado ao Pronto Atendimento Municipal (PAM) e segundo o médico plantonista que o atendeu, Ademar Rodrigues de Oliveira Júnior, no seu corpo havia mais de mil picadas.
O médico encaminhou o produtor imediatamente para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) da Santa Casa, onde permaneceu internado durante 25 dias, mas não resistiu e veio a falecer no último dia 8 de dezembro.

O ajudante de Sá, um vizinho de propriedade também sofreu várias picadas das abelhas, mas após o atendimento foi liberado. O médico explicou que nesses casos a orientação é exatamente essa, encaminhar a vítima para um pronto socorro ou pronto atendimento imediatamente.

Ele ressalta que apenas uma picada de uma abelha se torna muito perigoso para quem é alérgico ao veneno do inseto, podendo até vir a óbito. A filha do produtor, Maria de Fátima Sá Macedo disse que o pai permaneceu 25 dias em coma, mas a quantidade de veneno em seu corpo era muito alta.

A filha explicou ainda que no atestado de óbito, foi apontada a morte por pneumonia. “O veneno se espalhou rápido, afetou muito os pulmões, envolvendo-os e mesmo que os cuidados médicos tivessem sido eficientes no controle do veneno, a deficiência desses órgãos se estendeu para outros, como os rins e o fígado. O médico que acompanhou o caso do senhor Antônio alertou sua filha que devido a quantidade de picadas, dificilmente ele sobreviveria.

“Ele faleceu no aniversário de Dracena e na mesma data de comemoração do dia de Nossa Senhora da Imaculada Conceição, santa que ele venerava”, declarou a filha.

Maria de Sá concluiu afirmando que as informações recebidas foram que as picadas foram causadas por abelhas da espécie Europa e que poderia haver abelhas Africanas na colmeia.
CUIDADOS – O apicultor dracenense, Celso Cardoso, orienta a população para os cuidados com o veneno das abelhas. “As abelhas não gostam de barulho, nem vibrações nas colmeias, portanto, ao perceber a presença de um enxame, o primeiro passo é não se aproximar, permanecer quieto e principalmente não tocar na colmeia”.

“No caso de entrar em uma mata ou no campo, o conselho é levar um pedaço de pano (trapo) e ao perceber o ataque, deve se agachar e atear fogo neste pano, a fumaça vai afastar as abelhas”, explica.

Segundo Cardoso, se sair alguém sair correndo, as abelhas o perseguem e nem mesmo mergulhando em um rio ou córrego, elas se afastam, elas permanecem ali, esperando para o ataque.

Para os pescadores, a orientação é a mesma, ter sempre um pano para se cobrir no caso de um ataque e outro pedaço de pano para atear fogo, causando fumaça para afastá-las.
Celso enfatiza, no entanto, a importância das abelhas para o meio ambiente. “Elas existem há mais de 5 mil anos, preservando a natureza através da polinização das flores”, conclui.