No último dia de 2012, a Polícia Civil de Junqueirópolis esclareceu quais foram os autores do assassinato de Oswaldo Braz Ramalho, de 46 anos, que residia em uma fazenda localizada às margens da vicinal que liga à cidade ao bairro Anchieta. O corpo da vítima foi encontrado pela manhã do dia 31 de dezembro, caído em estágio inicial de putrefação, ao lado da porteira, bem próximo da casa onde a mesma morava sozinha.
Inicialmente a polícia não sabia o que teria provocado a morte de Osvaldo, mas no período da tarde o desaparecimento de uma moto que ele havia emprestado do proprietário de uma oficina mecânica levou a polícia a suspeitar e a investigar a morte da vítima.
O dono da oficina disse que quatro dias antes de Oswaldo ser encontrado morto, emprestou a ele a moto já que o mesmo havia deixado o veículo na oficina para ser consertado e que isso demoraria alguns dias.
De acordo com a polícia, a moto emprestada por Oswaldo foi encontrada no dia 31 à noite, pela Polícia Militar em um trecho da vicinal que liga Ouro Verde a Panorama.
A moto estava sendo conduzida por um adolescente de 16 anos, residente em Panorama. Além da moto, o menor tinha em posse no bolso da calça jeans, a carteira de Oswaldo.
Ao ser apresentado na polícia, o adolescente mentiu alegando que a moto pertencia ao ex-padrasto dele identificado como Cláudio Fonseca, vulgo Negão, também de Panorama.
Os investigadores de Junqueirópolis comandados pelo delegado Victor Fernando Biroli que já tinham conseguido provas, dentre elas, uma anotação em um caderno apreendido na casa da vítima, em que constavam os nomes do adolescente e de Cláudio Fonseca, o Negão, e seus respectivos nomes de telefones celulares, conseguiram esclarecer que os dois foram os autores dos crimes, ou seja, do assassinato e do furto de moto.
O adolescente e Negão, confessaram que na quinta-feira, 27, ou no dia 28 de dezembro, foram até a residência de Oswaldo e lá se desentenderam com ele e em meio à discussão golpearam-no por várias vezes com socos, que provocando o desfalecimento do mesmo.
Após os fatos, o menor infrator e o ex-padrasto Cláudio Fonseca, o Negão, resolveram pegar a moto que estava com Oswaldo.
O delegado Victor Biroli encaminhou os autos do inquérito ao Plantão Judiciário de Dracena com os pedidos de internação provisória do adolescente e de a prisão temporária do comparsa dele Cláudio Fonseca, o Negão.
O juiz plantonista não teve dúvidas e decretou a internação e a prisão temporária contra os dois acusados dos crimes.
O adolescente M.V.S. foi recolhido na cadeia de Adamantina, destinada a adolescentes infratores e Cláudio, o Negão permaneceu recolhido no CDP de Caiuá.
O delegado Victor Cangane Biroli destacou que o trabalho de investigação neste caso prosseguiu por toda a madrugada e que o esforço da equipe policial envolvida foi compensado com a produção de seguras provas contra os dois envolvidos no crime que acabaram confessando.
Segundo Biroli, a investigação vai continuar trabalhando no caso já que faltam algumas diligências para a conclusão do inquérito que depois será relatado à Justiça de Junqueirópolis.














