A crucificação de Jesus Cristo se inicia com a chegada ao Gólgota. As cruzes não eram muito altas. Jesus ficou suspenso a mais ou menos um metro do chão. O peso do corpo fazia com que os ferimentos causados pelos pregos, cada vez mais aumentassem. Muitos desenvolviam febre, convulsões e espasmos musculares que traziam ainda mais tormento em terríveis e violentas ondas de dor.
Em meio a tanta dor e humilhação, o Senhor Jesus Cristo rogava por seus executores, pedia que o Pai os perdoasse: “Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem.” (Lucas 23.34). Essas palavras mostram a sua força, sua ternura, sua superioridade moral, sua doçura sem fim!
Ele realmente era um rei cuja majestade não era deste mundo. Era o Deus do amor. Cegados pelo ódio e interesses escusos, os que o entregaram para ser crucificado eram indesculpáveis, mas Jesus, mesmo em meio a dores terríveis, naquela hora não pensa em si mesmo, mas nos pecadores… E os perdoa! Jesus era um rei que sofria crucificação somente por ter falado e vivido a verdade e o amor.
Por volta do meio-dia acontece um fenômeno sobrenatural e extraordinário. Se da parte dos homens não havia nenhum sinal de consternação, a natureza ao contrário se vestia de luto e protestava contra o maior crime já cometido na história da humanidade. O sol se escureceu até as três da tarde, em homenagem ao seu Criador que estava agonizando na cruz, próximo da morte.
Cumpre-se também a profecia do Salmo 22.1 que diz: “Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?” Jesus pronunciou bradando estas palavras, em que mostrava uma angústia e aflição indescritíveis. Era a melhor forma de expressar o peso esmagador dos pecados humanos, ou seja, os meus e os seus, que ele no momento da crucificação trazia sobre si. Pense nisso. Jesus suportou tudo isso por amor a você!
*pastor e missionário Presbiteriano