A nossa vida, e de todos os seres vivos do mundo (e quem sabe de outro planeta), depende do Sol. O nosso Astro-Rei fornece a luz e o calor necessários para que as vegetações possam germinar e crescer, o que nos proporciona oxigênio e fonte de alimentos para os humanos e animais. 

É a luz do Sol também que guia o nosso relógio biológico, que ativa a vitamina D necessária para a nossa saúde, além de tantas outras funções que tornam possíveis a vida das pessoas, dos animais, das plantas e de micro-organismos. Sua importância é tão imensa e essencial que ao longo da história humana o Sol foi adorado como o Deus primordial de vários povos.

Dimensões e intensidade

O Sol é puro calor e energia em altíssimas escalas. Ele reina absoluto como o maior objeto do nosso sistema. De acordo com dados do Space.com, o astro detém 99,8% da massa do Sistema Solar, sendo essa 332.900 vezes maior que a da Terra. Para ter uma ideia da sua dimensão, se o Sol fosse oco, ele poderia ser preenchido com 960 mil Terras esféricas!

Em se tratando do caldeirão ardente que o Sol é, a sua parte externa e visível (a fotosfera) emana um calor entre 5.500 a 6 mil graus Celsius, enquanto as temperaturas no núcleo podem chegar a mais de 15 milhões de graus Celsius, sendo esse valor impulsionado por reações nucleares.

Para fins de comparação, seria necessário explodir 100 bilhões de toneladas de dinamite por segundo para coincidir com a energia produzida pelo Sol, de acordo com os cálculos da NASA.

Na questão de sua trajetória, o Sol orbita o centro da Via Láctea a uma distância de cerca de 24 a 26 mil anos-luz do centro galáctico, completando uma órbita entre 225 a 250 milhões de anos (um ano galáctico).

Formação

O Sol surgiu há cerca de 4,6 bilhões de anos, sendo uma das mais de 100 bilhões de estrelas existentes na Via Láctea. Segundo o Space.com, muitos cientistas acreditam que o Sol e o resto do sistema solar se formaram a partir de uma nuvem rotativa de gás e poeira gigante conhecida como a nebulosa solar.

Assim que a nebulosa entrou em colapso por causa de sua gravidade, passando a girar muito rápido e se tornando achatada como um disco, a maior parte do material foi puxada em direção ao centro para formar o Sol. E assim o Astro-Rei surgiu. Mas por quanto tempo ele pode reinar?

Segundo os cálculos dos astrônomos, o Sol tem combustível nuclear suficiente para permanecer como está atualmente por mais 5 bilhões de anos. Depois desse período, ele vai se expandir para se tornar uma gigante vermelha.

Após essa fase, ele vai perder suas camadas exteriores e o núcleo restante entrará em colapso para se tornar, por fim, uma anã branca — que vai desaparecer aos poucos, entrando na fase final de anã negra.

Atmosfera e estruturas

Você sabe como o Sol e a sua atmosfera estão divididos? São várias zonas e camadas que formam a grande estrela de calor do nosso sistema. No interior dele, existe o núcleo, a zona de radiação e a zona de convecção. Já a atmosfera do Sol é formada pela fotosfera, cromosfera, uma região de transição e a coroa solar — também chamada de coroa branca ou coroa de Fraunhoffer.

A coroa solar é o envoltório iluminado que vemos quando acontece um eclipse, sendo composta por plasma com aproximadamente 2 milhões de graus Celsius. Essa alta temperatura contribui para a formação dos ventos solares que acontece pela emanação dos gases a partir da coroa.

Sobre o núcleo, ele se estende do centro do Sol para cerca de um quarto do caminho para sua superfície. Em seguida, vem a zona de radiação, que se estende a partir do núcleo para 70% do caminho para a superfície do Sol, compondo 32% do seu volume e 48% da sua massa. A luz do núcleo fica espalhada nesta zona.

Já a zona de convecção chega até a superfície, tornando-se 66% do volume do Sol, mas tem apenas um pouco mais de 2% da sua massa. As turbulentas “células de convecção” de gás dominam esta zona, sendo que as principais são as de granulação (com cerca de mil quilômetros de largura) e as de supergranulação, com 30 mil quilômetros de diâmetro.

Camadas

Em se tratando das camadas da atmosfera do Sol, a fotosfera é a mais baixa e emite a luz que vemos, tendo cerca de 500 quilômetros de espessura. As temperaturas na faixa de fotosfera são de 6.125 ºC na parte mais baixa e cerca de 4.125 ºC na parte superior.

Seguida da fotosfera vem a cromosfera, que é mais quente, alcançando temperaturas de até 19.725 graus Celsius, sendo aparentemente composta de estruturas pontiagudas conhecidas como espículas, que têm cerca de mil quilômetros de diâmetro e até dez mil quilômetros de altura.

Depois da cromosfera, vem a região de transição, uma camada mais fina, que tem cerca de duzentos quilômetros de espessura, onde a temperatura aumenta rapidamente, lançando a maior parte de sua luz como raios ultravioleta. E, por fim, no topo está a coroa e a heliosfera, que se expandem continuamente para o espaço ao redor.

Na questão do campo magnético, ele é apenas duas vezes mais forte do que o da Terra. No entanto, torna-se altamente concentrado em pequenas áreas, podendo atingir forças até 3 mil vezes maiores do que o habitual.

E do que exatamente o Sol é composto? Segundo os astrônomos e cientistas, assim como a maioria das outras estrelas, o Sol é composto principalmente de hidrogênio, seguido por hélio. Quase todo o restante da matéria consiste em sete outros elementos: oxigênio, carbono, neon, nitrogênio, magnésio, ferro e silício.

As manchas e os ciclos solares

O Sol também possui uma característica bastante marcante: as manchas solares. Elas são regiões mais escuras da superfície por possuírem temperaturas mais baixas. Sendo mais frias, sua aparência é percebida, sendo geralmente circulares.

Nessas manchas há intensa atividade magnética, o que reduz o transporte de energia do interior mais quente do Sol. Por isso se tornam áreas com temperaturas mais reduzidas. Além das manchas, não podemos deixar de falar dos ciclos solares.

Há uma instabilidade no número de manchas solares visíveis no Sol, pois ele não é constante, variando ao longo de um ciclo de 11 anos chamado ciclo solar. Em seu início, o ciclo apresenta poucas manchas visíveis, sendo que muitas vezes nenhuma pode ser vista.

Conforme o ciclo solar se segue, o número de manchas se expande, e elas se deslocam em direção ao que é chamado de equador solar, gerando um fenômeno chamado de lei de Spörer. É importante ressaltar que o ciclo solar possui grande influência na meteorologia do espaço e também no clima na Terra.

Outros fatos e curiosidades

  • O Sol vai engolir a Terra. Quando todo o hidrogênio for queimado, o Sol vai continuar por cerca de 130 milhões de anos queimando hélio. Durante esse tempo, ele poderá se expandir até o ponto de engolir Mercúrio, Vênus e a Terra, quando se tornará uma gigante vermelha como citamos acima.
  • O Sol é uma esfera quase perfeita. Existe apenas uma diferença de dez quilômetros em seu diâmetro polar em comparação com seu diâmetro equatorial. Considerando a vasta extensão do Sol, isso significa que ele é o mais próximo de uma esfera perfeita que tem sido observada na natureza.
  • A luz do Sol leva oito minutos para chegar à Terra. Com uma distância média de 150 milhões de quilômetros e com a velocidade da luz em 300 mil quilômetros por segundo, dividindo um pelo outro nos dá um tempo aproximado de 500 segundos ou oito minutos e 20 segundos.
  • O Sol viaja a 220 quilômetros por segundo. Ele está entre 24 mil e 26 mil anos-luz do centro galáctico e leva de 225 a 250 milhões de anos solares para completar uma órbita no centro da Via Láctea.
  • A distância do Sol à Terra muda ao longo do ano. Como a Terra viaja em uma órbita elíptica em torno do Sol, a distância entre os dois corpos varia de 147 a 152 milhões de quilômetros. A distância entre a Terra e o Sol é chamada de Unidade Astronômica (UA).
  • O Sol está em sua meia-idade. Por cerca dos seus 4,6 bilhões de anos, o Sol já queimou cerca de metade do seu estoque de hidrogênio. Mas ele ainda tem bastante hidrogênio para continuar a queimar por aproximadamente mais 5 bilhões de anos, sendo atualmente um tipo de estrela conhecida como anã amarela.