Cedida/Polícia Civil

A Polícia Federal em parceria com a Polícia Civil em Presidente Prudente/SP deflagrou na manhã de hoje, a operação “No Brain, No Gain“, de combate à importação, manipulação e distribuição de substâncias anabolizantes, classificadas como drogas ilícitas.

Foram cumpridos seis mandados de busca e apreensão e dois mandados de prisão preventiva expedidos pela Quinta Vara Federal e pela Segunda Vara Criminal Estadual, todas de Presidente Prudente, após representações penais feitas pelas polícias e chanceladas pelos respectivos Ministérios Públicos.

A investigação conjunta durou um ano e também contou com o apoio da área de segurança dos Correios.

Os insumos dos anabolizantes eram trazidos irregularmente da China e do Paraguai, sendo então manipulados num laboratório clandestino por uma estudante de Farmácia, local esse que foi descoberto e estourado pelos policiais.

Após a preparação, a substância era colocada em embalagens com marca própria da organização criminosa e vendida por redes sociais e internet, sendo distribuído para todas as regiões do país.

O principal investigado mantinha uma loja de fachada de venda de suplementos.

Durante o cumprimento dos mandados, quatro pessoas foram presas em flagrante delito, incluindo o líder da organização, o qual já respondia perante as Justiças Federal e Estadual pelos mesmos crimes.

Os investigados responderão pelos crimes de integrar Organização Criminosa (artigo 2º da lei 12850/13), tráfico de drogas (artigo 33 da lei 11343/06), importar, vender, expor à venda, tem em depósito para vender ou, de qualquer forma, distribuir ou entregar a consumo o produto falsificado, corrompido, adulterado ou alterado. (273, caput e § 1º do Código Penal) e contrabando (334-A, do Código Penal), sendo que as penas variam de 03 a 15 anos.

O nome da operação, que em tradução livre do inglês significa “Sem Cérebro, Sem Ganho”, é uma paródia da expressão mundialmente conhecida no ambiente fitness “No Pain, No Gain” (Sem Dor, Sem Ganho), e se refere à falta de inteligência tanto por parte do atleta que usa anabolizantes indiscriminadamente e corre risco de morte, quanto por parte dos criminosos que lucram com a venda de tais produtos proibidos e que terminam presos. (Setor de Comunicação Social da Superintendência da PF em São Paulo)

 

Cedida/Polícia Civil