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Todos os anos, pais precisam se reinventar para tornarem as férias de seus filhos agradáveis e proveitosas. Atividades em casa, passeios na cidade ou até mesmo viagens são os caminhos mais pensados na hora de diversificar a rotina das crianças e dos adolescentes.

A coordenadora do Ensino Infantil da Escola Viva, Daniela Munerato, explica que, no caso dos mais novos, o convívio e as experiências junto à família ou amigos são as relações mais importantes. As situações propostas podem ser simples, vale contar com criatividade.

“As principais funções das férias escolares são recarregar as energias e preparar os alunos para uma nova etapa. Quando eles terminam o ano, encerram um ciclo e as crianças entendem que elas estão prontas para viver outras experiências. As férias surgem como esse tempo para elas se prepararem para essas mudanças ou continuidades”, explica Daniela.

Quando o assunto é os pré-adolescentes e adolescentes, Adriano de Almeida, coordenador do 6º ao 9º ano da Escola Viva, reforça o cuidado e a importância dos pais e responsáveis supervisionarem principalmente o uso de aparelhos eletrônicos. Desta forma, uma maneira de diminuir o contato com o videogame e o celular, por exemplo, é sugerir o convívio com pessoas que são da escolha dos adolescentes. “Muitas vezes familiares e amigos de proximidade, que não são necessariamente colegas da escola”, sugere Adriano.

A seguir, os coordenadores elaboraram 5 dicas que podem guiar a família na hora de selecionar atividades e ideias criativas para crianças e adolescentes aproveitarem as férias escolares. Confira:

Crie uma lista de desejos 

O ideal é escutar as crianças e perguntar o que elas gostariam de fazer durante o período. É interessante também convidá-las para fazer um calendário de atividades. “Essa organização do tempo é boa para eles entenderem quando começam as férias e quando vai se aproximando o período das aulas. A rotina do sono, por exemplo, tem que voltar a ser como antes e é preciso começar a pensar no que levar para a escola, planejando o retorno. Isso também é uma preparação”, explica Daniela.

Busque situações simples que possam virar memórias
É importante que as crianças vivam experiências que se tornem memórias. Para Daniela, não é preciso uma viagem: uma maneira simples é buscar situações comuns, mas que ofereçam possibilidades de lembranças. “Não tem problema a família não viajar, mas dá para pegar o livro de receita da avó e, por exemplo, contar histórias de uma receita da família, fazendo junto com seu filho”, sugere.

Amplie conhecimento de mundo

Ir para parques, museus e lugares onde é possível observar outras pessoas pode ser uma alternativa. Mas para dias em que todos estão em casa, é possível pensar em atividades prazerosas e que envolvam toda a família. Adriano dá a dica: “É possível, de uma maneira despojada, que uma um membro da família use algo que ache interessante — como um filme ou um livro — e faça essa leitura ou exibição de maneira compartilhada a estimular um debate ou conversa para a família toda.

Valorize o ócio 

É importante que as crianças tenham momentos de descanso, mas ambos os coordenadores afirmam que o período de férias não significa ausência de rotina. Para os menores, Daniela fala sobre a importância de evitar mudanças drásticas no sono, pois isso pode causar um desconforto físico e até um estresse desnecessário na criança. Já para os mais velhos, Adriano reforça a atenção dos pais em relação ao uso dos aparelhos eletrônicos e incentiva que toda a família se comprometa ao uso saudável e não prolongado de celulares, computadores, videogames e televisores.

Desenvolva autonomia das crianças e dos adolescentes
Esse tempo pode ser utilizado para desenvolver a autonomia das crianças e dos adolescentes. Para quem for viajar é interessante incentivar os filhos a ajudarem a arrumar a própria mala ou até mesmo — no caso dos maiores — fazerem sozinhos. Se for ficar em casa, deixar uma tarefa, por exemplo, pedir para ajudar a montar a mesa. “Às vezes no dia a dia os pais fazem muito pelas crianças, mas nas férias a gente pode aproveitar para olhar, para conversar e para também fazer com que as crianças avancem um pouquinho nesse sentido, dentro da possibilidade de cada idade”, indica Daniela.

(Fonte: Escola Viva Fundada há mais de 40 anos, na Vila Olímpia, em São Paulo).