Valfrido e Maria Vanda Cauneto foram mortos a tiros em Santo Expedito — Foto: Reprodução/Câmara Municipal/Eleições 2016

A Polícia Civil prendeu na tarde desta quarta-feira (29) um homem suspeito de envolvimento nos assassinatos do ex-prefeito e vereador de Santo Expedito (SP) Valfrido Cauneto (PP) e da esposa dele, Maria Vanda Bernardelli Cauneto. O suspeito preso, de 39 anos, é o filho mais novo do casal e, segundo a polícia, confirmou a participação no crime que vitimou os seus próprios pais.

A arma usada para matar as vítimas foi encontrada em uma represa na chácara de um tio do suspeito.

O filho mais velho do casal encontrou o pai, de 76 anos, e a mãe, de 68 anos, já sem vida, por volta das 4h30, quando chegou para ajudar na ordenha de vacas na propriedade rural da família.

Cinco disparos atingiram as vítimas, conforme informou à polícia o Instituto Médio Legal (IML).

Localizada caída na porta do quarto, a mulher apresentava três ferimentos à bala – 1 na perna, 1 no olho e 1 no peito (que transfixou às costas) – e o homem, encontrado entre a cama e um guarda-roupas, duas lesões – 1 na cabeça e 1 na axila, conforme contou ao G1 o delegado Mateus Nagano da Silva, responsável pelas investigações.

A porta dos fundos da casa estava aberta, sem sinais de arrombamento.

Conforme a Polícia Civil, o local era cercado por câmeras externas, mas a central com as imagens do circuito de segurança foi levada por quem cometeu o crime.

Histórico político

Valfrido Cauneto estava em seu sexto mandato consecutivo na Câmara Municipal de Santo Expedito e já havia sido chefe do Poder Executivo em dois períodos, de 1973 a 1977 e de 1983 a 1988.

O presidente da Câmara Municipal, Sordelino Dias Filho (PV), disse ao G1 que Valfrido Cauneto era um vereador atuante no município, sempre participativo nas fiscalizações e investigações.

Em 2012 e 2016, Maria Vanda também tentou ingressar como vereadora na Câmara Municipal, candidatando-se pelo PP, mas não se elegeu.

O prefeito de Santo Expedito, Ivandeci José Cabral (MDB), decretou luto oficial de três dias no município.

“Foi um crime de violência extrema. Isso afronta a imagem da cidade. Esperamos que o crime seja esclarecido o mais rápido possível”, declarou Cabral ao G1.

Por G1 Presidente Prudente