
Ação ligada ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra ocorreu na Fazenda Santo Antônio, localizada em Presidente Epitácio (SP), nesta segunda-feira (9).
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2026/C/p/0si5mMTmeBg8CJRrwN2A/ocupacao-mst.png)
Mulheres ligadas ao MST ocuparam fazenda em Presidente Epitácio (SP), no Pontal do Paranapanema — Foto: Divulgação/MST São Paulo
Um grupo de mulheres ligadas ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) ocupou, na madrugada desta segunda-feira (9), a Fazenda Santo Antônio, localizada em Presidente Epitácio (SP), na região do Pontal do Paranapanema. A Polícia Militar do Estado de São Paulo esteve no local e, após conversas, as integrantes deixaram a área.
Segundo o movimento, a ação mobilizou cerca de 400 mulheres e integra a Jornada Nacional de Luta das Mulheres Sem Terra, mobilização realizada em todo o país entre os dias 8 e 12 de março.
A ocupação tem como objetivo pressionar o governo de São Paulo a avançar na arrecadação de terras para a reforma agrária e chamar a atenção para a situação de famílias que aguardam assentamento há vários anos, de acordo com o MST.
O movimento afirma que a fazenda possui cerca de 1.675 hectares de terras consideradas devolutas, que são áreas públicas sem destinação definida, atualmente utilizadas para pecuária extensiva.
Ainda segundo o MST, a propriedade está sob posse de duas mulheres e faz parte de áreas envolvidas em processos de regularização fundiária previstos na Lei Estadual nº 17.557/2022. O movimento também critica a legislação, que trata da regularização de terras públicas no estado.
A Jornada Nacional de Luta das Mulheres Sem Terra reúne mobilizações em diferentes regiões do país e, segundo o MST, busca discutir temas como reforma agrária, produção de alimentos e condições de vida no campo.
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2026/k/t/PMNGsURNqEJ7D9cdw8dg/ocupacao-mst-3-.png)
Mulheres ligadas ao MST ocuparam fazendo em Presidente Epitácio (SP), nesta segunda-feira (9) — Foto: Divulgação/MST São Paulo
A Polícia Militar esteve no local e informou que as equipes foram acionadas para atender a uma ocorrência na propriedade rural às margens da Rodovia SPV-035, no km 12. No local, integrantes do MST, em sua maioria mulheres, ocuparam a fazenda, que é uma propriedade particular voltada à pecuária.
Segundo a PM, cerca de 120 pessoas montaram moradias improvisadas na área.
Ainda de acordo com a corporação, os policiais fizeram contato com um dos líderes do movimento e solicitaram a retirada pacífica do grupo. “Após breve negociação, os integrantes do movimento desocuparam o local pacificamente, sem confrontos e sem danos”, informou a Polícia Militar.
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2026/J/B/2xIsPyS9qmYAKKLvOmgQ/ocupacao-mst-6-.png)
Mulheres ligadas ao MST ocuparam fazenda em Presidente Epitácio (SP), no Pontal do Paranapanema — Foto: Divulgação/MST São Paulo
Incra
Por meio de nota, o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) informou que as terras devolutas localizadas na região do Pontal do Paranapanema pertencem ao governo do São Paulo e, por isso, o Governo Federal não tem competência para definir a destinação dessas áreas. Segundo o órgão, a Fundação Itesp é responsável por tratar do tema.
O Incra também afirmou que o governo estadual tem destinado áreas devolutas da região para regularização fundiária por meio do Programa Estadual de Regularização de Terras, previsto na Lei nº 17.557/2022 e regulamentado pelo Decreto nº 67.151/2022.
Ainda na nota, o instituto declarou que permanece à disposição para dialogar com o governo estadual em busca de alternativas relacionadas à reforma agrária na região.
Governo do estado de SP
Por meio da Secretaria de Agricultura e Abastecimento, o governo do São Paulo informou que atua na proteção do direito à propriedade pública e privada, conforme previsto na Constituição Federal.
Segundo a pasta, desde 2023 há um programa de regularização fundiária rural com base na legislação estadual vigente. Por meio do Programa Paulista de Regularização Fundiária, coordenado pela secretaria e executado pela Fundação Instituto de Terras do Estado de São Paulo (Itesp), cerca de 200 mil hectares de terras já foram formalizados e aproximadamente 5 mil famílias agricultoras receberam títulos definitivos.
De acordo com o governo estadual, a titulação permite que os produtores tenham acesso a crédito rural, programas de apoio à produção, regularização ambiental e outras políticas públicas voltadas ao desenvolvimento no campo.
Sobre o caso em Presidente Epitácio, o processo administrativo de regularização fundiária do imóvel está em fase de instrução e segue o que prevê a legislação estadual.
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2026/8/r/B6GHrUSJ259w8ypLLuqQ/ocupacao-mst-5-.png)
Mulheres ligadas ao MST ocuparam fazenda em Presidente Epitácio (SP), no Pontal do Paranapanema — Foto: Divulgação/MST São Paulo
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2026/X/5/umyN9zTWejfNnAIBMoIA/ocupacao-mst-8-.png)
Equipes da Polícia Militar estiveram no local — Foto: Polícia Militar/Divulgação
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2026/D/4/yOLtx4QMebboPuHFz5Zw/ocupacao-mst-7-.png)
Mulheres ligadas ao MST ocuparam fazenda em Presidente Epitácio (SP), no Pontal do Paranapanema — Foto: Divulgação/MST São Paulo















