Na manhã de ontem (27), o morador de Dracena, Luis Carlos Ribeiro e família questionavam na porta da Santa Casa local, a falta de mais médicos para atender pacientes no Pronto Atendimento Municipal (PAM). De acordo com Luis Carlos, a mãe dele, dona Esmeralda Alves Ribeiro, de 84 anos, sofreu um infarto às 3 horas e foi socorrida ao PAM e medicada. 

Por ter convênio médico particular, a família conseguiu uma vaga para interná-la no Instituto do Coração de Presidente Prudente, entretanto, o convênio da cidade não possuía ambulância no momento para fazer o transporte.

“Minha mãe está desde a madrugada, no Pronto Socorro e não podemos fazer nada, porque não tem médico para acompanhá-la até Prudente”, desabafou o filho.

Após todo transtorno, a Prefeitura de Dracena conseguiu uma ambulância UTI e mais dois enfermeiros, para transportar a paciente, ainda na parte da manhã, porém faltava um médico. Somente às 12h20, a família conseguiu que uma ambulância, mais a equipe da saúde do convênio fizessem o translado, na presença de um médico do convênio, não havendo mais a necessidade da ambulância local.

Há cerca de duas semanas, a paciente Esmeralda Alves Ribeiro havia sofrido um primeiro infarto.

MUNICÍPIO – A secretária adjunta de Saúde, Geni Pereira Lobo Pesin informou que a ambulância UTI da Santa Casa foi cedida pelo Estado para a Santa Casa e que a Prefeitura compra o serviço de transporte e paga pelo serviço à Santa Casa. “Tentamos todo o período da manhã conseguir um médico, porque a única plantonista no momento (ontem), a dr. Kátia, não poderia deixar o PAM, sem médico. Todos que entramos em contato alegavam que estavam em consultas no consultório ou em plantão em outros municípios. Tentamos conseguir médicos tanto pelo convênio, quanto pelo SUS”.

Geni informou que no momento, a Secretaria de Saúde, está tomando providências em relação ao contrato de gestão com a empresa CHC (responsável por administrar os serviços médicos do PAM, assim como a escala médica e dos serviços prestados no local).

OUTRO CASO – A família de Clarice de Jesus da Silva Lucidio, de 55 anos, também enfrenta problemas no atendimento ao PAM, a filha dela, Cristiana Paula Lucidio alega que sua mãe após sofrer início de infarto, só conseguiu uma vaga para ser internada, após muita insistência com as atendentes da Santa Casa. Ela também comunicou que ao ser internada no final da tarde de segunda-feira (25), o médico só compareceu para vê-la na terça-feira (26) à noite. 

Segundo a secretária adjunta de Saúde, Geni Pereira Lobo Pesin, todos que dão entrada na Santa Casa passam por procedimento médico.