A Secretaria Municipal de Saúde recebeu na semana passada, o novo lote de preservativos femininos com 100 unidades. Há aproximadamente dois anos, os preservativos não eram distribuídos na cidade, apenas o masculino encontrava-se a disposição da população.

A iniciativa segue o Programa DST Aids, contudo, não houve ainda a procura pelo preservativo feminino que se encontra a disposição no Centro de Saúde Dr. Takashi Enokibara (Postão). As informações são do chefe de assistência da farmácia do Postão, Leandro Nunes.

Ele ressaltou que o número de preservativos feminino que veio da Secretaria de Estado da Saúde é pequeno. Segundo ele, será observada como se dará a procura das mulheres pelo preservativo e havendo a necessidade de uma nova remessa, o pedido à Secretaria de Estado da Saúde será feito de imediato, para poder atender ao público.

O Ministério da Saúde concluiu o processo de compra recentemente encaminhando os preservativos para todas as cidades do País. Em Dracena, mais de 18 mil unidades masculinas são distribuídas por mês a população, além de serem efetuadas orientações preventivas sobre as DSTs.

A utilização dos preservativos femininos é indicada para o público específico, profissionais do sexo, mulheres usuárias de drogas ou com algum tipo de doença sexualmente transmissível, ou aquelas que optaram pelo seu uso em substituição a camisinha masculina. 

As campanhas de conscientização continuam para lembrar a população em relação ao uso do preservativo.

HISTÓRIA – O preservativo feminino chegou ao mercado brasileiro em 1997, quando a Anvisa aprovou a comercialização do produto no País. Desde então o Ministério da Saúde já adquiriu e distribuiu cerca de 16 milhões de preservativos para as 27 unidades da federação. 

A Pesquisa de Conhecimentos, Atitudes e Práticas da População Brasileira (PCAP), realizada pelo Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais em 2008, mostrou que cerca de 90% das mulheres sexualmente ativas conhecem ou pelo menos já ouviram falar da camisinha feminina.