Com a greve dos carteiros que começou na cidade na quinta-feira (29), aproximadamente 20 mil cartas simples deixaram de ser entregues pela Unidade de Distribuição (UD) de Dracena. A unidade funciona na avenida José Bonifácio, no centro da cidade, próximo ao Caiado Pneus.
Apesar da greve, a equipe do setor administrativo está conseguindo entregar o sedex com precariedade, priorizando ainda os telegramas e malotes.
Mesmo com essa quantidade de cartas emperradas na distribuição, se a greve terminasse hoje as entregas poderiam voltar ao normal até o final desta semana.
CORREIOS – Na tarde de ontem (4), o Jornal Regional solicitou via e-mail junto à assessoria de imprensa dos Correios – diretoria regional São Paulo Interior a autorização para fazer fotos das cartas paradas, porém não houve permissão. A nota enviada pela assessoria a reportagem diz o seguinte: “Informamos que a captação de imagens não está autorizada. Os Correios estão destinando todos os seus esforços para a manutenção do atendimento à população brasileira”.
Segue ainda nota oficial (na íntegra) enviada pela assessoria dos Correios sobre a paralisação parcial: “No interior do Estado de São Paulo, a adesão dos trabalhadores dos Correios à paralisação atinge aproximadamente 17% na tarde desta terça-feira (4). Especificamente na cidade de Dracena, em torno de 44% dos empregados estão trabalhando normalmente. Ressaltamos que não existem correspondências paradas nos Correios, podem ocorrer atrasos. Para manter a carga em dia, os Correios estão realizando ações como mutirões no final de semana, realocação de pessoal administrativo para a área operacional e realização de horas extras. Os Correios, depois de esgotar todas as tentativas diretas de acordo com a representação dos trabalhadores, não encontraram outra alternativa a não ser propor a conciliação junto ao Tribunal Superior do Trabalho (TST). A vice-presidente do Tribunal Superior do Trabalho, ministra Maria Cristina Irigoyen Peduzzi, marcou a audiência de conciliação para a tarde desta terça-feira (4). No TST, os Correios e os trabalhadores terão, novamente, mais uma oportunidade de finalizar um acordo, em audiência de conciliação, com a mediação judicial”.
FIM DA GREVE – Os funcionários e a direção dos Correios fecharam nesta terça-feira (4) um acordo para encerrar a greve de 21 dias que já impediu 136 milhões de correspondências de chegaram a seus destinos no prazo correto. A decisão foi tomada após uma reunião de conciliação no TST (Tribunal Superior do Trabalho) e ainda tem de ser referendada por assembleias de trabalhadores, que devem começar a ser realizadas a partir desta quarta-feira (5).
A Fentect (Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas dos Correios e Similares) é formada por 35 sindicatos e o acordo só terá validade se 18 assembleias o aprovarem –caso contrário, a paralisação continua e o acerto é invalidado.
Segundo o acordo, os grevistas devem voltar ao trabalho na próxima quinta-feira (6) e receberão os salários atrasados na segunda-feira.
Pelos termos da negociação, a ECT (Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos) antecipa de janeiro para este mês o aumento real de R$ 80 sobre o piso salarial de R$ 807 e divide em 12 parcelas o desconto de seis dias de trabalho não realizados. A Fentect abriu mão desse reajuste a partir de agosto e, com horas extras, vai repor 15 dias de paralisação.
A reunião presidida pela vice-presidente do TST (Tribunal Superior do Trabalho), ministra Maria Cristina Peduzzi, durou quase quatro horas. “Foi uma tarde de muito debate e muita apreensão”, disse Peduzzi. “Foi uma proposta satisfatória para todos e vai em benefício de toda a sociedade.”
Os trabalhadores buscavam aumento de R$ 200, reposição da inflação de 7,16%, elevação do piso salarial de R$ 807 para R$ 1.635 e a contratação imediata dos aprovados no último concurso público. A ECT ofereceu aumento de R$ 80, reajuste de salários e benefícios em quase 7% e abono de R$ 500.
Os Correios estimam que 23% dos 107 mil funcionários estejam em greve atualmente. Já o sindicato fala em cerca de 70%.
Ainda segundo o acordo, dos 21 dias de paralisação, 15 serão compensados com trabalho aos fins de semana –a partir dos próximos dia 8 e 9 de outubro até maio do ano que vem. Os outros seis dias serão descontados dos pagamentos dos funcionários ao longo dos 12 meses de 2012.
Para tentar diminuir os prejuízos da greve à população, os Correios fizeram mais um mutirão nacional no último fim de semana, que resultou na entrega de 13 milhões de cartas e encomendas, além da triagem de 22 milhões de objetos postais. Desde o início da greve, os mutirões foram responsáveis pela entrega de cerca de 25 milhões de cartas e encomendas em todo o país e pela triagem de mais 69 milhões, segundo dados da empresa. (Com informações da UOL).









