Amanhã é 28 de abril, oportunidade em que os genros ‘comemoram’ o Dia da Sogra. Ela é vítima de piadas e brincadeiras, vista como vilã e grande rival dos cônjuges. Mesmo assim, merece um dia especial, dedicado a ela. Afinal, nem todas são “malvadas”, muitas são grandes aliadas e só visam defender a família. Do latim vulgar socra que substituiu o latim clássico socrus, significa mãe do marido, em relação à mulher; ou mãe da mulher, em relação ao marido.
Não é bem assim
Elas são representadas como pessoas fofoqueiras, responsáveis por tirar o sono de genros e noras e até separar casais. Quando não demonizadas, na melhor das hipóteses acabam virando frequentes alvos de piada. À figura da sogra, agregou-se ao longo da formação da instituição familiar uma simbologia negativa reproduzida até hoje. Mas não faltam histórias em que a tal parente indesejada pode sim ser considerada uma segunda mãe
Vem de longe
Exagero ou não, esse assunto é bem antigo. O escritor naturalista Aluísio Azevedo (1857-1913) provocou a sociedade quando lançou o romance ‘Livro de uma sogra’, publicado pela primeira vez em 1895. O livro foi um sucesso; para as sogras, foi o fim. Só que a publicação caiu no esquecimento. Hoje, são poucos os que conhecem aquela obra em que se destaca a figura antológica de dona Olímpia que é o eterno tormento de seu genro, Leandro de Oviedo. A partir de dona Olímpia, o mito da sogra solidificou-se em nossa cultura popular.
Um século depois
Passados 100 anos, o tema retornou com o lançamento de ‘Como enlouquecer sua sogra’ de Andrey do Amaral, em homenagem aos genros e noras do mundo moderno. No livro, lançado em 1999, Andrey escreve: “Sogra devia ser igual às eleições, podia aparecer de quatro em quatro anos. O que ainda é pouco… Quem sabe talvez de dez em dez. Há quem diga que deveria ser tal qual o cometa Halley, ou seja, aparecer a cada 76 anos. Daria até pra sentir saudades dela, não é”?
Ninguém é perfeito
Instado a fazer uma avaliação sobre a dileta mãe de sua esposa, um amigo nosso afiança que ela não é uma Fátima Bernardes, mas também não é de causar dissabores. “Eu ficaria realmente preocupado se tivesse casado com a filha da Dilma Roussef ou da Graça Foster ou da Ideli Salvati ou da Suzana Vieira ou da Ana Maria Braga”.
Questão de interpretação
Um homem foi visitar a sogra, internada em um hospital em estado grave. De volta a casa, a mulher, preocupada com o estado da mãe, pergunta: – E aí, meu bem? Como a minha mãe está? – Segundo o médico, está ótima, com saúde de ferro! Semana que vem, recebe alta e vai vir morar com a gente, para sempre! – E a filha: – Que incrível! – Mas que coisa estranha… Hoje cedo ela parecia estar à beira da morte, e o médico disse que teria poucos dias de vida! E o marido: – Eu não sei como ela estava hoje cedo, mas, agora à noite, quando eu cheguei ao hospital, o médico já foi logo falando que eu devia me preparar para o pior!
Seguro morreu de velho
O genro levou a sogra e a mulher para uma visita a Jerusalém. Chegando lá, a opulenta senhora não suportou a emoção de estar na Terra Santa e morreu de fulminante ataque cardíaco. Passado o golpe inesperado, o casal apressa-se em providenciar o traslado do corpo de volta para o Brasil, operação orçada em 10 mil dólares. Sob a justificativa de que o preço era elevado, a filha sugeriu que a mãe fosse sepultada lá mesmo. O genro, assustado, decretou: – Não se preocupe, eu pago. Um homem foi enterrado aqui e, depois de três dias, ressuscitou.
Faz tudo por ela
De um genro muito carinhoso: “Minha sogra não gosta de viajar de ônibus, navio ou avião. Mas tem vontade de conhecer a estação espacial. Vou satisfazê-la com todo prazer, pois a viagem é rápida e o retorno sem pressa”.
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