O título acima é o início do versículo três, do capítulo cinquenta e três do livro do profeta Isaías. Isaías estava falando de Jesus Cristo, 700 anos antes do filho de Deus vir ao mundo. Vemos nesse texto a sofrida e humilhante experiência de Jesus Cristo entre nós, principalmente no momento em que ele era julgado e logo em seguida, pregado na cruz.
Os líderes religiosos da época não suportaram a pregação do filho de Deus, porque eram simplesmente religiosos. Jesus Cristo veio para pregar o arrependimento dos pecados e salvação exclusiva através dele. Mas os líderes não podiam suportar. Não queriam o autoenfrentamento. Queriam apenas o poder pelo poder. A religião para eles era apenas uma forma de galgarem uma posição diante dos homens, e que certamente não conseguiriam conquistar social e profissionalmente. Não queriam intimidade com Deus.
Sempre foi assim, desde os mais remotos tempos bíblicos. A história está recheada de exemplos. Sempre perseguiram os profetas e homens ou mulheres de Deus que levantaram a voz empunhando a palavra, com a única finalidade de despertar aqueles que estavam dormindo no berço confortável de uma religiosidade vazia, que só afasta o homem de Deus, para uma vida em intimidade com o Senhor.
A atitude desses líderes que agem diabolicamente “em nome de Deus”, é a de tramar na “calada da noite”. Armam ciladas contra os profetas do Senhor. Perseguem. Denigrem. Maquinam o mal agindo perversamente, pois embora afirmando serem de Deus, não permitem que o eterno lhes molde o caráter. Dizendo-se filhos de Deus, agem como filhos de satanás!
Jesus Cristo enfrentou tudo isso e muito mais. Foi traído. Caluniado. Acusado injustamente. Julgado de forma vergonhosa, injusta e ilegal, uma vez que todo o processo aconteceu em desacordo com o direito romano que vigiava naqueles tempos. Julgamento de cartas marcadas, “para inglês ver”, pois eles já haviam condenado o Senhor à morte previamente. E o senhor Jesus, como um cordeiro levado ao matadouro, não abriu a sua boca, antes os perdoou rogando: “Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem!”.
Nesses dias que antecedem a sexta-feira da Paixão, em que relembramos a morte de Cristo, olhemos somente para ele, o único caminho de salvação. Se olharmos para os homens, na maioria das vezes teremos nossas expectativas frustradas.
O senhor Jesus, por ser Deus, continua o mesmo, nos amando e sempre disposto a nos perdoar e nos transformar em novas criaturas. De pecadores caídos, sujos e condenados, a filhos de Deus lavados e purificados de todos os pecados e habilitados para morar no céu. Pense nisso. Soli Deo Glória!
*pastor e missionário presbiteriano














