Caio Alex Gonçalves, de 27 anos, morador de Junqueirópolis, faleceu na madrugada de quarta-feira (20), no Hospital Regional de Presidente Prudente, com suspeita de hantavírus.
Caio era casado e tinha duas filhas, uma de 7 anos e outra de nove meses.
O sepultamento ocorreu pela Funerária São Vicente na manhã de ontem (21), no cemitério da cidade.
De acordo com a educadora de saúde, Márcia Gomes, da Vigilância Epidemiológica local, no atestado de óbito a causa da morte foi pneumonia dupla.
Para confirmação da suspeita de hantavírus, foi coletado material genético de Caio e enviado ao Instituto Adolfo Lutz em São Paulo.
O resultado do exame deverá ser divulgado dentro de 10 dias.
CASO CONFIRMADO – No município já existe um caso confirmado da doença, trata-se de um homem de 40 anos que ficou 16 dias internado na UTI de Dracena no mês passado, atualmente permanece fora de perigo em casa, conforme informou Márcia Gomes.
Com estes casos em evidência, o município tem orientado a população que comparece nos PSF’s e usado o programa “Saúde” que vai ao ar toda quinta-feira pela rádio de Junqueirópolis para alertar a população quanto os meios de prevenir o hantavírus.
Para haver uma ação de campo paralela ao trabalho que está sendo feito pela saúde municipal, depende do posicionamento do Grupo de Vigilância Epidemiológica de Presidente Venceslau, afirmou Márcia.
PRECAUÇÃO – A hantavirose é uma doença provocada pelo hantavírus encontrado em ratos silvestres. Esses ratos vivem nas áreas rurais.
Como se contrai a doença?
A transmissão para o ser humano ocorre:
– geralmente pela inalação de poeiras (aerossóis) contaminadas com fezes, urina e saliva dos ratos silvestres infectados;
– contato das fezes, saliva e urina de ratos silvestres com ferimentos na pele, olhos, nariz, e boca podem provocar a entrada do vírus no organismo humano;
mordida de um roedor silvestre também pode transmitir o vírus;
– eventualmente através de água e alimentos contaminados com as excreções dos roedores silvestres. A doença não pode ser transmitida através do espirro, tosse, aperto de mão ou qualquer contato físico.
Pessoas que estão mais em riscos são moradores das áreas rurais, pescadores, agricultores, caçadores pessoas gostam de fazer trilhas, acampam ou são frequentadores de matas.
Como fazer para limpar ambientes fechados – abrir as portas deixar arejar por meia hora, antes de entrar abrir as janelas e deixar mais meia hora, prepare uma solução de 1 copo de água sanitária com 9 copos de água, passe no chão, tomando o cuidado de não levantar poeira. Nunca use vassoura. Manter as portas e janelas abertas até que tudo esteja limpo e seco.
Como se trata – Não existe tratamento direto para eliminar o vírus, infelizmente.
Tratamos somente os sintomas da doença conforme sua necessidade, fazendo-se a internação em unidade de terapia intensiva nos casos mais graves. Recomenda-se isolamento com avental, luvas e máscaras para os funcionários e outros contatos durante a internação hospitalar.
Como se previne – Como não existe tratamento direto contra esse vírus, a prevenção é fundamental nessa doença, através:
do controle de roedores: eliminar tudo que possa servir de ninhos ou tocas de ratos, evitar entulhos, armazenar produtos agrícolas longe das residências e em galpões elevados acima do solo, fazer coleta do lixo adequada;da limpeza de ambientes contaminados: usar desinfetantes como hipoclorito de sódio; em ambientes fechados, fazer ventilação dos locais antes de entrar, usar proteção respiratória (máscara).
A limpeza do piso e móveis deve ser feita com pano úmido para não levantar poeira. Alimentos devem ser enterrados em sacos plásticos molhados com detergentes.
só mexer em bichos mortos e alimentos com luvas de borracha.
Apesar do risco de morte, a hantavirose tem cura. Mas é importante que você procure uma unidade de saúde logo que sentir os primeiros sintomas da doença.














