
Os primeiros pacientes do Hospital Regional (HR) de Presidente Prudente (SP) começaram a ser transferidos para outras unidades de saúde como parte das medidas adotadas pelo governo do estado de São Paulo para reduzir a superlotação enfrentada pela unidade.
O secretário estadual da Saúde, Eleuses Paiva, informou à TV TEM que, neste primeiro momento, as transferências envolvem pacientes em início de tratamento hematológico e da maternidade.
A expectativa é de que até o fim da semana cerca de 30 pacientes sejam encaminhados para hospitais da rede estadual considerados aptos a absorver essa demanda.
“Nós vamos, em um primeiro momento, tentar tirar a pressão do HR, transferindo os nossos pacientes oncológicos para outro hospital da rede, também extremamente preparado. A maternidade também. Até o final da semana, 30 pacientes poderão ser transferidos”, explicou.
Ainda de acordo com Paiva, o governo paulista também pretende utilizar leitos disponíveis em Santas Casas e hospitais filantrópicos da região que apresentam baixa taxa de ocupação para auxiliar no atendimento.
O secretário reforçou ainda a importância de que os pacientes procurem as Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e as Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) para casos de menor complexidade, evitando a sobrecarga do pronto-socorro do Hospital Regional.
“Nós estamos olhando também as Santas Casas, as filantrópicas da região, com baixa taxa de ocupação. Nós acreditamos que com isso, a gente possa qualificar e melhorar cada vez mais o atendimento para Prudente e toda a região”, complementou.
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Vítima foi encaminhada ao Hospital Regional de Presidente Prudente — Foto: Google Maps/Reprodução
Superlotação
A situação do Hospital Regional de Presidente Prudente foi denunciada por familiares de pacientes que relataram atendimentos realizados em corredores e demora para exames e cirurgias.
Na terça-feira (14), a diretora do Departamento Regional de Saúde (DRS-11), Carla Daniella, já havia informado que o estado de SP estudava a transferência de pacientes como forma de reduzir a pressão sobre a unidade.
Segundo o governo paulista, o aumento da demanda é provocado pela alta de casos de síndromes gripais e também pela procura espontânea de pacientes que poderiam ser atendidos em outros serviços da rede pública de saúde, como as UPAs.
Ainda conforme a Secretaria de Estado da Saúde, a capacidade de atendimento da região foi ampliada em 10 mil internações nos últimos 12 meses.
A estratégia de transferência foi definida após uma reunião entre o secretário estadual da Saúde e o Ministério Público, que acompanha a situação da superlotação no Hospital Regional de Presidente Prudente.
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Superlotação faz pacientes serem atendidos em corredores no HR de Presidente Prudente — Foto: Arquivo Pessoal














