
Infrações de trânsito relacionadas ao transporte escolar já resultaram em quase 250 multas na região de Presidente Prudente (SP) entre janeiro e julho deste ano. O número é o maior registrado entre as regiões do interior do estado no período.
Ao todo, foram aplicadas mais de 400 multas nas regiões de Presidente Prudente, Bauru, Sorocaba e São José do Rio Preto. Entre as irregularidades encontradas pelas autoridades estão motoristas sem autorização para realizar o transporte escolar, veículos em más condições de conservação e problemas em equipamentos obrigatórios.
Conforme dados do Departamento Estadual de Trânsito de São Paulo (Detran-SP), a Superintendência de Presidente Prudente liderou em praticamente todos os indicadores analisados.
Entre janeiro e julho de 2026, a regional realizou 39 operações, fiscalizou 199 veículos e registrou 246 infrações, o maior volume entre as regiões analisadas. Presidente Prudente também empatou com Bauru no número de veículos removidos, com dois casos cada.
Além disso, Presidente Prudente concentrou 60,4% de todas as infrações registradas entre as quatro superintendências, sendo 246 de um total de 409, mesmo respondendo por cerca de 39% dos veículos fiscalizados, 199 de 511.
Isso demonstra uma frequência de irregularidades significativamente maior nas fiscalizações realizadas pela regional em comparação com São José do Rio Preto e Sorocaba. Bauru, por sua vez, também apresenta uma taxa elevada de infrações em relação ao número de veículos abordados.
Já Sorocaba apresentou os menores números entre as quatro superintendências: foram 12 operações, 57 veículos fiscalizados, 12 infrações e um veículo removido.
Os principais motivos de autuações durante as fiscalizações de transporte escolar são:
- Dirigir sem portar a autorização para condução de escolares;
- Conduzir o veículo com equipamento obrigatório ineficiente ou inoperante;
- Conduzir o veículo em mau estado de conservação, comprometendo a segurança;
- Conduzir o veículo de transporte escolar sem que o motorista possua curso/licença especializada válida para a atividade.
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Van escolar Condomínio em SP: perguntas e respostas sobre regras na volta às aulas — Foto: Reprodução Tv Globo
Como saber se o transporte é seguro
Uma das formas de verificar se o transporte escolar está regularizado é conferir se o veículo possui o selo da vistoria anual da Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana (Semob), afixado no para-brisa.
Para obter a autorização, o responsável precisa apresentar documentos pessoais e do veículo, como o Certificado de Registro e Licenciamento de Veículo (CRLV), a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) com autorização para atividade remunerada (EAR), o alvará municipal de 2026, certidões negativas de débitos e de antecedentes criminais, além da credencial do exercício anterior.
No caso do transporte escolar, também são exigidos a autorização especial da Ciretran/Detran, o laudo de vistoria do Inmetro, a comprovação de aferição do tacógrafo e o certificado de curso específico para transportador escolar.
Os veículos passam por vistoria da Semob e, após a aprovação, os profissionais recebem a credencial de autorização e o selo de vistoria de 2026, que deve ser afixado no para-brisa.
Segundo a Prefeitura, o não recadastramento dentro do prazo pode levar à abertura de processo administrativo, com possibilidade de cassação do alvará de funcionamento, bloqueio do licenciamento do veículo junto à Ciretran e perda da isenção do IPVA, quando aplicável.














