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Secretaria Municipal de Educação (Seduc) de Presidente Prudente (SP) — Foto: Arquivo/g1
O Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) de 2025 apontou que seis escolas da região de Presidente Prudente tiveram os menores resultados, com notas abaixo de 4, em uma escala de 0 a 10.
🔎O Índice de Desenvolvimento da Educação Básica é um indicador que combina o desempenho dos estudantes em Língua Portuguesa e Matemática no Saeb com as taxas de aprovação apuradas pelo Censo Escolar.
Os resultados, analisados pelo g1, foram divulgados no início de agosto pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), órgão federal vinculado ao Ministério da Educação (MEC).
Assim como nos anos iniciais do ensino fundamental, o Ideb também avaliou os anos finais do ensino fundamental (do 6º ao 9º ano) e o ensino médio (da 1ª a 3ª série) da rede pública, considerando unidades de ensino municipais, estaduais e federais.
No caso do ensino médio, os números são mais preocupantes no Oeste Paulista, pois foi justamente nessa etapa em que houve registro de nota abaixo de 4, sendo duas escolas em Presidente Prudente. Confira abaixo:
- Álvares Machado – EE Profª Angélica de Oliveira: registrou nota 3,8 em 2025; mesmo valor em 2023.
- Presidente Venceslau – EE Dra. Isabel Campos: registrou nota 3,8 em 2025; tinha nota 3,1 em 2023.
- Rinópolis – EE Dr. Ginez Carmona Martinez: pontuou 3,8 em 2025; último registro foi em 2019, com nota 4,1.
- Presidente Prudente – EE Prof. João Carlos Padilha de Siqueira e EE Profª Anna Antônio: pontuaram 3,9.
- Teodoro Sampaio – EE Arthur Ribeiro: obteve 3,9 em 2025; tinha nota 3,6 em 2023.
Algumas escolas não tiveram registros anteriores mais recentes, como no caso da unidade de Rinópolis, pois o número de participantes no Saeb foi insuficiente para que os resultados fossem divulgados e, assim, computados no Ideb.
A mesma situação ocorreu na Escola Estadual Prof. João Carlos Padilha de Siqueira, de Presidente Prudente, na qual não houve registro em 2023 e 2011 no Ideb. Já as notas em 2019 e 2017 foram de 2,6, em ambos os períodos.
Em contrapartida, a maior nota do ensino médio no Oeste Paulista foi registrada em Presidente Prudente: a Etec Professor Adolpho Arruda Mello obteve 6,3 no indicador de 2025 — um avanço de 0,6 ponto em relação a 2023, quando a nota havia sido 5,7. Veja outras unidades que foram destaque.
O que diz a Seduc-SP
Em nota ao g1, a Secretaria da Educação do Estado de São Paulo (Seduc-SP) informou que acompanha de forma contínua os indicadores de aprendizagem do Ensino Médio na região de Presidente Prudente e em toda a rede estadual, mantendo estratégias voltadas à recuperação de defasagens em Matemática e Língua Portuguesa.
Segundo a pasta, no Ideb 2025, o Ensino Médio da rede estadual avançou em 11 municípios da região de Presidente Prudente em relação a 2023, entre eles Presidente Prudente, que passou de 4,3 para 4,6.
Neste sentido, o resultado supera a evolução da rede estadual paulista, que alcançou 4,5, seu melhor resultado histórico no indicador para essa etapa.
“Os resultados das escolas são analisados individualmente pela rede, em conjunto com outros indicadores de aprendizagem, frequência e fluxo escolar. Entre as seis unidades mencionadas, quatro apresentaram evolução em relação ao resultado anterior disponível, uma manteve o índice e uma teve resultado inferior ao último registro disponível“, destacou a Seduc-SP.
Entre as estratégias adotadas pela rede estadual para fortalecer a aprendizagem, estão a ampliação da carga horária de Língua Portuguesa e Matemática e as disciplinas de Orientação de Estudos nessas áreas, segundo o órgão.
Os estudantes também contam com iniciativas de apoio individualizado, como o Aluno Monitor do BEEM, além de ações como a Olimpíada de Matemática das Escolas Estaduais de São Paulo (Omasp) e a Olimpíada Interpreta SP (Olisp).
Além disso, a pasta afirma que o acompanhamento pedagógico é apoiado ainda pela Prova Paulista, aplicada bimestralmente, e por ferramentas de inteligência de dados que permitem às equipes acompanhar indicadores como frequência, desempenho e participação nas plataformas pedagógicas.
No Ensino Médio, também estão disponíveis recursos como Khan Academy, Redação Paulista e Prepara SP, voltados ao reforço da aprendizagem e à preparação dos estudantes para avaliações externas, Enem, vestibulares e Provão Paulista Seriado, conforme a Seduc-SP.
Método avaliativo
Conforme o Ministério da Educação (MEC), o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica foi criado em 2007, no âmbito do Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE).
De forma resumida, o Ideb é calculado a partir de dois dados: o Censo Escolar e os resultados dos alunos em uma avaliação nacional. O índice considera quantos estudantes passam de ano sem repetir e o desempenho dos alunos no Saeb (Sistema de Avaliação da Educação Básica), com a aplicação de provas focadas nas disciplinas de Língua Portuguesa e Matemática.
Além disso, o Ideb integra o conjunto de indicadores utilizados para o monitoramento das metas educacionais previstas no Plano Nacional de Educação (PNE).
Ainda conforme o MEC, a vigência do PNE foi prorrogada até 31 de dezembro de 2025. O índice permanece como referência para o monitoramento das políticas educacionais e para a avaliação dos avanços e desafios na consecução dos objetivos estabelecidos pelo PNE durante o período de vigência.
Já o Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb), utilizado no indicador, foi criado em 1990 e é um conjunto de avaliações externas em larga escala aplicado bienalmente a estudantes da educação básica.
Segundo o MEC, a avaliação do Saeb é composta por testes e questionários que apresentam informações sobre o desempenho dos estudantes e sobre fatores contextuais relacionados ao processo educacional.
As médias de desempenho obtidas no Saeb, em conjunto com os dados de fluxo escolar do Censo Escolar, compõem o Ideb. Os resultados também permitem o acompanhamento de indicadores educacionais por escolas, redes de ensino e UFs ao longo das diferentes edições da avaliação.















