A falta de mão-de-obra nas usinas de açúcar e álcool na região e outros segmentos empresariais geram reivindicações por parte do empresariado local. Visando isso, autoridades municipais, empresários e representantes de usinas, reuniram-se ontem (17) à tarde, no Senai de Dracena, em um encontro formal. Foram promovidos debates de como trazer novos cursos para que a demanda de cada setor cresça. O objetivo é buscar a ampliação da escola Senai na cidade.
Estiveram presentes integrantes das usinas Rio Vermelho; Ypê e Caeté; algumas empresas como o Grupo Coimma; Caçula; Fruteza e Olivar Móveis. Entre as autoridades que marcaram presença estava o prefeito Célio Rejani; o diretor do Senai – Dracena, Moacir Shoiti; o presidente da Associação Comercial e Empresarial (ACE), Eduardo Alves; o gerente regional do Senai-SP, José Carlos Danfré; o diretor do Senai de Presidente Prudente, Sebastião R. de Andrade; o presidente da Câmara Municipal, Nelson Buzinaro e a presidente do Fundo Social de Tupi Paulista, Ana Maria Ferracini.
O prefeito Célio Rejani informou que esteve recentemente em São Paulo com uma comitiva solicitando a ampliação do Senai.
O diretor regional de São Paulo, José Carlos Danfré avaliou ontem as condições da escola e da necessidade da região quanto à demanda de profissionais. Ele ressaltou que muitas vezes é a falta de atrativo salarial que dificulta encontrá-los.
Danfré frisou ainda que o Senai-SP atenderá a reivindicação em relação às aulas práticas. “Para o aluno poder desenvolver sua atividade profissional na empresa poderemos oferecer a ele aulas alternadas – um dia de teórica e outro de prática”.
No final da reunião, o prefeito Célio Rejani informou que o município se compromete a doar uma área ampla e adequada para atender as instalações de novos cursos para o Senai. “Queremos expandir a escola, com novos cursos e aprimorar os que já existem”.
Danfré prometeu levar as reivindicações ao presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, para avaliar as possibilidades de expansão do Centro de Treinamento do Senai dracenense.
REVINDICAÇÕES – Durante a reunião, vários empresários e representantes das usinas se manifestaram.
“A região tem necessidade de diferentes cursos, devido à demanda do crescimento de empresas e indústrias”, afirmou o empresário Carlos Henrique, da Olivar Móveis.
Um dos pedidos foi a necessidade em criar parcerias entre prefeituras e Senai para realizar o transporte de alunos da região a Dracena. “Mesmo oferecendo cursos gratuitos e vendo a importância de profissionais é necessária a ajuda de custo com o transporte”, disse Alexandre de Paula Menezes, gerente industrial da Usina Ypê.
De acordo com ele, “no momento é necessário procurar profissionais em cidades distantes, porque a falta de técnicos em açúcar e álcool, mecânicos, entre muitos outros profissionais é grande”.
Já para a Usina Caeté é importante trazer até mesmo funcionários do Nordeste pela capacitação profissional. “Está difícil cada vez mais encontrar aqui mão-de-obra qualificada, principalmente na manutenção de frotas”, declarou Marcos Pinto, representante da Caeté.
SENAI – Atualmente o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial tem 90 escolas fixas no estado de São Paulo; 22 ficam na capital e formam 1,200 milhão de alunos por ano. Somente no curso técnico, são 37 mil, mais 26 mil são alunos do curso Menor Aprendiz. Em 2011, o Senai de Dracena formou 600 alunos em diversas áreas.














