Após 23 dias da morte da estudante Heloisa Aparecida Datore Schio, de 16 anos, atropelada ao atravessar a rodovia Comandante João Ribeiro de Barros (SP 294), na altura do trevo do campus local da Unesp, estudantes, familiares e amigos promovem hoje (12), às 10h, manifestação pública, dentro do campus.
A reportagem entrou em contato, ontem (11), com o pai de Heloisa, Deolir Schio, residente em Brasilândia (MS). Ele explicou que o movimento não será na rodovia ou às margens dela por questões de segurança. “Nosso objetivo é pedir mais segurança para os estudantes, de forma pacífica, não iremos impedir o trânsito, nem utilizar som. Não tenho mais a filha, mas não quero que os outros pais sintam o que estou sentindo. As pessoas precisam perceber que ali existe uma universidade”, disse.
Os manifestantes estarão vestidos com camisetas estampadas com a fotografia de Heloisa, bandeiras e faixas solicitando melhorias no local como iluminação, sinalização vertical, faixa de pedestre e redutor de velocidade (sonorizador). São esperadas aproximadamente 100 pessoas, mas Deolir convida a todos que sentirem vontade de participar para comparecerem ao ato.
Ele também contou que enviou ofícios a Polícia Militar Rodoviária, que acompanhará o ato para dar segurança aos participantes, além de várias autoridades.
A manifestação foi divulgada por vários órgãos de imprensa locais, do estado do Mato Grosso do Sul e pelas redes sociais.
Deolir é funcionário público municipal de Brasilândia, fundador da coleta seletiva de lixo, muito conhecido naquela cidade. Ele e a esposa Leila têm recebido apoio e visitas dos moradores da cidade todos os dias.
A reportagem também telefonou para o vice-coordenador executivo da Unesp local, Paulo Alexandre de Figueiredo, que informou apoio da unidade, dos docentes e estudantes ao movimento.
Segundo Paulo, o reitor foi informado da morte da estudante do cursinho pré-vestibular ‘Alvo’ e está empenhado na busca de melhorias junto ao Governo do Estado e ao secretário de Transportes, porém, deposita confiança nas autoridades municipais que estão mais próximas do problema. Também pontuou que um ofício solicitando melhorias no trevo do campus foi encaminhado ao DER, Prefeitura, deputados, promotoria, clubes de serviço, lojas maçônicas, entre outros. O documento foi publicado na página 2, do Jornal Regional, na edição de ontem (11), como Carta à Redação. O pedido com melhorias já havia sido feito antes da morte de Heloísa.
Paulo ressaltou o apoio da Polícia Militar Rodoviária, que dentro das possibilidades, vem atendendo a solicitação de permanecer nas imediações do trevo, alternadamente, em horários de pico, a fim de garantir a segurança dos estudantes e o respeito dos motoristas reduzindo a velocidade ao passar pelo local.
ENTENDA – A estudante Heloísa Aparecida Datorri Schio, de 16 anos, de Brasilândia (MS), foi atropelada por uma motocicleta na noite do dia 19 de abril, na rodovia Comandante João Ribeiro de Barros (SP-294), na rotatória do campus da Unesp, próximo a Dracena. A garota chegou a ser socorrida pela equipe de Resgate do Corpo de Bombeiros ao Pronto Atendimento Municipal, mas não resistiu aos ferimentos e morreu.
Heloisa Schio estava acompanhada de um jovem de 16 anos, morador de Tupi Paulista, teriam descido de um ônibus às margens da rodovia e ao atravessarem a pista, foram atropelados pela moto CG 150 pilotada por A.O.P., de 21 anos. O nome não foi divulgado pela polícia.
O motociclista e o adolescente de 16 anos sofreram ferimentos leves e foram socorridos à Santa Casa de Dracena.
Heloisa viajava todos os dias de Brasilândia para Dracena, de ônibus, onde fazia o cursinho pré-Vestibular ‘Alvo’, oferecido pela Unesp local. Ela planejava cursar Direito, em uma universidade pública. Heloisa era filha única e cantava no coral da igreja católica.














